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terça-feira, 23 de maio de 2017

3 – Propor ao Presidente da Câmara uma placa que seja um meio termo entre a proposta da Câmara e do Conselho.

3 – Propor ao Presidente da Câmara uma placa que seja um meio termo entre a proposta da Câmara e do Conselho. 


Carlos Alberto gostou de ter conversado com o Sr. Marconi. Resolveu convocar uma reunião extraordinária do Conselho.
-      Bem companheiros, esse é o dilema. Para mim a solução é rever a nossa decisão e tentarmos propor ao Presidente da Câmara uma placa compatível. Eu errei ao ofendê-lo. Deixei-me levar pelo calor da discussão.  – Disse com certa humildade.
-     Não concordo. Se mudarmos de opinião vai parecer que fraquejamos e nos deixamos intimidar. Acho que devemos manter a decisão. – Disse D. Rita.
-     Eu acho que é uma solução interessante. – Falou o Vereador Manuel.
-      Esta talvez seja a melhor solução. Somos muito jovens para compramos uma briga  assim tão cedo. Temos uma sede e realmente o prédio precisa de uma placa. Então que seja uma placa que não ofenda o prédio. – Falou João. 
Apesar de algumas vozes em contrário a maioria votou pela decisão conciliatória. Carlos Alberto procurou o Presidente da Câmara acompanhado do Vereador Manuel e do Sr. Marconi.  Pediu desculpas pelas palavras rudes e grosseiras deferidas durante a discussão. O Senhor Jorge foi a princípio resistente, mas logo entendeu proposta conciliadora do Presidente do Conselho e Secretário de Cultura.
A placa elaborada, consenso entre o Conselho e a Câmara valorizou o prédio tombado e agradou a todos na cidade.  Os laços de afinidade entre as duas instituições se fortaleceram após o ato de civilidade, apresentado em toda a comunidade como exemplo a ser seguido.   

O domingo era dia de ócio e de missa. Os jovens se reuniam no clube da cidade ou nos bares ao redor da praça. A tardinha os adultos saiam com as crianças para passearem ou verem alguma apresentação de andarilhos palhaços. A noite era sagrada, todos iam a missa. Naquele dia a igreja estava lotada. Parecia mais uma calma missa com cânticos muito bem dirigida pelo Padre.  Este entrou com ar solene e depois de passar os olhos por toda a multidão começou:
-    Senhoras e senhores, amigos fieis... Hoje tenho uma triste notícia para lhes dar.
Disse abaixando a cabeça. A multidão de fieis não entendeu aquele inicio de missa e o murmúrio foi geral. O Padre esperou que os ânimos serenassem para poder continuar.
-     Há Alguns dias  recebi uma triste notícia... Uma ofensa a todos nós... Esta pode ser a nossa última missa na igreja...
- Por quê? -  gritou um fiel da primeira fila. O padre não olhou para a direção do interlocutor. Olhou com tristeza para todos os cantos da igreja...
-     Nossa Igreja vai ser fechada.
-      O quê?
-       Como? – Gritaram outras vozes.
-      Isto mesmo, nossa igreja foi tombada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e pode ser fechada. Nunca mais poderemos rezar missa aqui.
-      Isso é um absurdo! – Gritou alguém mais perto de dona Rita encarando-a. Ela, como todos os outros membros do Conselho estavam boquiabertos com o que acabavam de ouvir.
Demorou alguns segundos para que o Sr. Carlos Alberto se recuperasse daquela loucura. Tentou falar mas o tumulto era grande e hostilidade a seu redor, maior. Alguns membros do Conselho abandonaram a igreja assustados e Carlos Alberto achou por bem fazer o mesmo.
Encontraram-se todos no centro da praça e dali partiram para a sede do Conselho.
-     Meu Deus, que loucura foi aquela que assistimos? – Perguntou D. Rita.
-     Até agora estou sem entender. – Disse o Vereador Manuel.
-      O pior de tudo é que toda a cidade acreditou no Padre... – Falou Carlos Alberto.
-     Isto está muito estranho... Fizemos alguma coisa errada. – Disse João passando a mão na cabeça.
-      Não fizemos nada de errado aquele mau caráter do padre está é jogando a comunidade contra nós. – Disse o Pastor nervoso.
-     Mas se é isto, como podemos combatê-lo? A palavra do padre  é lei nesta cidade... – Falou Carlos Alberto.
-      Sim, ele consegue transforma a mentira em verdade... – Falou D. Rita.
-     Continuo achando que erramos... – Resmungou João.
-      Mas erramos em quê? – Perguntou o Pastor Roberto.
   -  A notificação fala que o bem está tombado e que a igreja terá o prazo de 15 dias para recorre do tombamento. – Disse Zezinho.
-    Será que  não entendeu?
-     Entendeu o quê? – Perguntou Zezinho.
-     Entendeu o que quer dizer tombamento. – Disse João.
-      Ora, claro que todo mundo sabe o que é tombamento. – Falou D. Rita.
-     Aí é que está o problema, as pessoas não sabem o que é tombamento.
-     Será? – Perguntou Carlos Alberto.
-     É claro, se soubessem não teriam a reação que tiveram. – Falou João levantando-se e indo até a janela.
-     Mas se esse é o problema, qual a solução para esse impasse? Do jeito que a coisa está não poderemos nem sair à rua... – Perguntou Zezinho.

-    A meu ver temos duas soluções:

1 – Destombar a igreja para voltarmos às boas com a comunidade.



2 – Procurar o Padre Vinícius e explicar tudo para ele.

http://proteuseducacaopatrimonial.blogspot.com.br/2017/05/procurar-o-padre-vinicius-e-explicar.html  

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