PROTEUS EDUCAÇÃO PATRIMONIAL 19 ANOS

PROTEUS EDUCAÇÃO PATRIMONIAL 19 ANOS

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

EDUCAÇÃO PATRIMONIAL - EXERCÍCIOS/ATIVIDADES

ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL










-----------------------------------------------------------------------------------

 MAPA MENTAL OU DE PERCEPÇÃO
 QUE PODE SER FEITO EM GRUPO:
Descrição:
Cada grupo de alunos/participantes produzirá um mapa lúdico  localizando o que considera  bens culturais de referência na cidade - pode ser material ou imaterial. Nesse mapa -que não precisa ser exatamente uma representação geográfica da realidade - serão identificados prédios, igrejas lugares de referência cultural, locais onde ocorrem festas ou manifestações imateriais, que o(s) participante(s) consideram importantes para a história/memória da cidade e do povo.
Logo em seguida, os alunos/participantes apresentarão os mapas, explicando o caminho e os lugares/espaços lembrados e por que consideram importante para eles e para a comunidade.
 O aluno/participante deve ser estimulado a esclarecer por que certos lugares e edifícios ou manifestação/atividade lhe chamaram a atenção e ficaram na sua lembrança e outros não.
Por que alguns prédios e lugares/atividades/manifestações foram lembrados pela maioria dos alunos?
Por que isto aconteceu?
É interessante esse tipo de atividade para se ter uma ideia do que é importante para vários segmentos da sociedade local. Não é complicado fazer. É  necessário cartolinas -  
Umas 6 cartolinas. Seis grupos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

SOBRE PAISAGEM CULTURAL


“As paisagens são fenômenos de cultura, portanto a sua autonomia é sempre relativa. Elas são o que significam. O humano, neste caso, é a paisagem, porque ela não existe antes da significação: ao compartilharmos o mundo com os outros, somos a paisagem, na medida em que configuramos as mesmas, no sentido de figurar junto e de conformá-la de acordo com os anseios e desígnios da sociedade à qual pertencemos. (...).


Numa paisagem patrimonial, convergem a imaterialidade e a materialidade das coisas (a aura/ o mana das coisas associados à materialidade mesma do objeto/artefato), uma vez que reflete as sutilezas dos arranjos sócio-culturais imersas na experiência de viver o lugar de pertencimento ao logo do tempo, relacionada ao gesto técnico (LEROI-GOURHAN, 1965) de conformação do mesmo, bem como nos usos e sentidos atribuídos a eles pelos grupos sociais que o concebem como um elemento paisagístico – o sítio, o museu, o parque – representativo da forma de ser ou das expressões culturais que identificam a pertença a determinada nação – daí ser a paisagem patrimonializável”.  

FONTE: 
(SILVEIRA, Flávio Leonel Abreu, BEZERRA, Márcia. Educação Patrimonial: Perspectivas e Dilemas, sd,  p. 91).


“Subi a todas as serras e calcorreei todos os vales desta pátria” (1959, p.11), para Torga a paisagem é o espaço dos encontros mas também o abrigo terapêutico da solidão, do eremita que ali se refugia, mais alto, para ler o horizonte, para melhor se conhecer a si próprio. Isto porque só pode refletir a paisagem quem a viu e pisou, só depois da vivência pessoal, de lá se ter estado, se entende a mensagem que cada pedaço da superfície terrestre veicula. Para Torga, a observação é o que cada um vê no espaço geográfico, a resultante de escolhas seletivas, como se olhássemos para isto e não para aquilo, hierarquizando elementos, valorizando uns, escondendo outros, tudo orientado por um trabalho cognitivo que nem sempre descobre o essencial e leva às melhores perspectivas de análise.

É através da paisagem que se regressa ao ponto de partida, à origem ou, nas palavras de Torga, à nascente, marca geográfica que condiciona a identidade de cada um. É pela paisagem que se reconhece o que está longe, não nos é familiar e por vezes se procura num ato turístico que acrescenta lugares ao mapa mental de cada um. É esta paisagem que inscreve as ruínas que nos ligam ao passado das civilizações. É esta espacialidade que denota o dinamismo dos lugares, a sua pujança ou decadência, como a Bruxelas que Torga visitou e na qual sentiu já terem passado os gloriosos dias que se revelam no requinte da Grand Place. Para o escritor, a paisagem é isso mesmo, lugar de extase mas também de angústia pelo que se pode perder, pela capital belga que já não era a mesma mas também pelo Douro que se via emparedado em empreendimentos hidráulicos - um espaço geográfico que as barragens iam alterando sem se saber, assim o vai confessando Torga, qual o sentido da mudança, se esta iria ou não respeitar a identidade telúrica daquela região portuguesa.

FONTE:

PAISAGEM CULTURAL: DE UM ESPAÇO DE RETERRITORIALIZAÇÃO A UM RECURSO TURÍSTICO João Luís Fernandes Departamento de Geografia da Universidade de Coimbra Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT) jfernandes@fl.uc.pt ,p.270.


 MEMÓRIAS
Autor: Carlos Henrique Rangel

Zé lembrava que era Zé, diminutivo do nome José.
Tinha idade e identidade.
Lembrava que tinha nascido e se criado numa cidade com uma pequena praça.
Uma pequena igreja que viu o casamento dos pais e seu batizado.
E seu casamento e as lágrimas do fim.
Zé lembrava dos bancos da praça.
Das árvores, das flores, das bolas jogadas, das moças...
Zé lembrava que um dia foi Zezinho, Garoto bonito, rei dos bailes...
Lembrava da escola que ficava na praça... De novo a praça...
A praça...
O mundo era a praça: Da igreja, da escola, da casa da avó.
A praça das flores, das bolas, das moças...
Zé lembrava do fim das coisas:
Da escola substituída.
Dos jardins modificados.
Da igreja ampliada.
Do asfalto cobrindo as pedras...
Das moças já não tão moças...
Zé lembrava.
O mundo já não era a praça.
O mundo era maior:
Além da praça, além da cidade, além do país.
Mas Zé sabia.
Sabia que o Zé José
Só era Zé José por causa do mundo.
E o mundo do Zé José era a praça da igreja, da escola, da casa da avó,
das flores e moças.
A praça de ontem, a praça da infância, da adolescência, da juventude,
dos cabelos brancos do Zé idoso.
A praça era o mundo.
O mundo do Zé José...


Fim.

EDUCAÇÃO PATRIMONIAL - VOVÔ CARLOS E RITA - PATRIMÔNIO CULTURAL O QUE É?


EDUCAÇÃO PATRIMONIAL - LEMBRANÇAS

LEMBRANÇAS
Autor: Carlos Henrique Rangel



sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

EDUCAÇÃO PATRIMONIAL - PASSO A PASSO PARA REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

PASSO A PASSO PARA REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

Fonte: Caderno Diretrizes para a Educação Patrimonial - IEPHA/MG, Fevereiro de 2009. 
Disponível em:http://www.iepha.mg.gov.br/component/docman/cat_view/23-legislacao/32-apostilas-e-diretrizes. Acessado em 16 de dezembro de 2009.





Realização das atividades:

  • Definição e planejamento das atividades /etapas em um cronograma.
Ou seja: defina o que fazer, como fazer, onde fazer, quem vai coordenar a atividade, quem vai fazer a atividade e quando vai fazer.
Exemplo:      

O que fazer?
Como?
Onde?
Quem vai coordenar?
Quem vai fazer?
Quando?
Conhecer o patrimônio cultural local.
Visita Guiada e trabalhos de pesquisa utilizando folha  didática.
Igreja Matriz.
Professores.
Alunos das escolas.
Fim de semana.

  • Se for o caso, defina coordenadores para cada tipo de atividade/etapa para facilitar o desenvolvimento do projeto.
  • A cada etapa/atividade do projeto, faça uma avaliação dos resultados em conjunto com os parceiros/multiplicadores.
  • Sempre há a possibilidades de substituir ações ou incluir novas, assim como a inclusão de novos parceiros e aliados.
  • Esteja sempre aberto a novos parceiros que possam ajudar a desenvolver as atividades de educação patrimonial ou que tragam novas contribuições ou mesmo novas ações complementares.

 Modelo de cronograma:

CRONOGRAMA
MÊS/ANO
ATIVIDADE/
FASE
MÉTODO/
TÉCNICA
TEMPO E OBJETIVO
AVALIAÇÃO












Sétimo Passo: Conclusão dos trabalhos e definição de novas etapas.

  • Concluir os trabalhos com uma grande exposição dos produtos do projeto envolvendo toda a comunidade.
Ex.: Exposições em praças e /ou rua, de trabalhos de artes plásticas, escultura, músicas, danças locais/regionais, trabalhos desenvolvidos no projeto em conjunto com feira de comidas e bebidas típicas.


A organização de uma exposição – orientação básica:
-          A disposição do que se quer expor deve ser clara para facilitar a observação.
-          A estrutura da exposição deve evitar a poluição visual. Deve ser discreta.
-          Se expuser peças, mantenha-as ao nível da cintura de um adulto ou se o público preferencial for crianças, devem ser mais baixas.
-          Utilize, se possível, cores discretas no material de apoio dos objetos/peças.
-          Os objetos expostos devem conter fichas de identificação legíveis e em local visível. Deve conter o título do objeto exposto e a autoria. Poderá, dependendo do caso, conter informação sobre o material utilizado para sua confecção.
-           
       (fonte consultada: ARAUJO, Francisco César de. Os Espaços da Memória conceitos e procedimentos para o trabalho da história no ciclo de alfabetização, janeiro de 2000.)

  • Faça uma reunião com os parceiros/multiplicadores para uma avaliação geral do projeto e definição de sua continuidade.

Lembre-se: Educação Patrimonial deve ser uma atividade permanente.




terça-feira, 13 de dezembro de 2016

TOMBAMENTO - PROPOSTA SOBRE TOMBAMENTO E BENS TOMBADOS

SOBRE TOMBAMENTO E BENS TOMBADOS

UMA PROPOSTA DE ATUAÇÃO
Autor: Carlos Henrique Rangel

PROPOSTA


1 - Núcleos/Centros Históricos e Conjuntos

Tendo em vista que os Núcleos/Centros Históricos e Conjuntos são organismos e não somente um número de edificações de interesse de preservação, os órgãos de proteção deveriam promover uma política efetiva de revitalização que englobasse todos os seguimentos sociais envolvidos, buscando parcerias no meio empresarial, nas secretarias diversas, prefeituras e associações comunitárias, para o desenvolvimento de :

-          Projetos de educação patrimonial.

-          Inventário dos bens imóveis e móveis para a identificação de suas condições.

-          Restauração e revitalização e reabilitação de edificações e áreas urbanas.

-          Programa de identificação e solução de problemas sociais : Desemprego, drogas, infra-estrutura escolar , transporte, legalização de posses, segurança, etc.

-          Criação de espaços públicos para lazer da comunidade.

-          Definição de diretrizes e critérios para intervenções nos bens culturais envolvidos e seus entornos,  de acordo com o grau de importância e integridade.


2 - Edificações Isoladas:

Quanto às edificações isoladas, partindo do pressuposto de que somente o uso adequado garante a sobrevivência de um bem, deveríamos, através de um estudo das condições dos bens sobre nossa responsabilidade, definir e empreender intervenções revitalizadoras adequadas às condições de uso  através de parcerias com a iniciativa privada e comunidade.

3 - Inventário:

É necessário a realização dos inventários dos bens móveis que compõem o acervo dos bens eclesiásticos e públicos tombados  para sua maior segurança.


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

MINAS PERDE O SEU MAIOR DEFENSOR DO PATRIMÔNIO CULTURAL - DR MARCOS PAULO DE SOUZA MIRANDA FOI REMOVIDO PARA SUA COMARCA DE ORIGEM

Novo chefe desliga promotores de MG de apuração sobre tragédia de Mariana


Um dos primeiros atos do novo procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Antônio Sergio Tonet, foi remover os três promotores mais atuantes da força-tarefa criada pelo Ministério Público do Estado para investigar o rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco (controlada pela Vale e BHP Billinton), ocorrida em novembro do ano passado.
O novo chefe do Ministério Público mineiro foi empossado na noite desta segunda-feira (5). Tonet determinou que os promotores Mauro Ellovich, Carlos Eduardo Ferreira Pinto e Marcos Paulo de Souza Miranda deixem os postos que ocupam na área ambiental na sede do MPMG, em Belo Horizonte, e retornem para suas comarcas de origem: Igarapé, Ribeirão das Neves e Santa Luzia, respectivamente.
Um promotor que pediu para não se identificado diz que a mudança se deve ao fato de os três não concordarem com a volta das atividades da Samarco no Estado até que todas as licenças ambientais estejam esclarecidas.

Após dissolver força-tarefa de Mariana, MP garante que acompanhamento vai continuar
Promotores de Justiça Carlos Eduardo Ferreira Pinto (E), Mauro Ellovitch e Marcos Paulo de Souza Miranda (D) atuavam desde os primeiros dias após a catástrofe socioambiental (foto: Alexandre Guzanshe/EM/DA Press - 16/11/15 Gladyston Rodrigues/EM/DA Press - 19/11/15)

FONTE: Jornal Estado de Minas:

Com troca de procurador-geral, MPMG tem mudanças em cargos de confiança

Alterações afetam procuradores e promotores do órgão; entre eles, estão três que atuavam na apuração do desastre de Mariana.