PROTEUS EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

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terça-feira, 23 de maio de 2017

CONTO:O CONSELHO MUNICIPAL DO PATRIMÔNIO CULTURAL

O CONSELHO MUNICIPAL DO 

PATRIMÔNIO CULTURAL

A HISTÓRIA

Autor: Carlos Henrique Rangel

João foi o último conselheiro a chegar. Ao redor da mesa já envolvidos com a papelada estavam o vereador Manuel Costa, representante da câmara; D. Rita representante da Associação Comercial; o pastor Roberto, representante das Igrejas; o Secretário de Cultura, Carlos Alberto e o Senhor Zezinho representante das Comunidades.
João era professor, e representava a faculdade local no Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Nova Esperança, instituição responsável pela preservação e proteção do patrimônio cultural da cidade.
- Desculpem o pequeno atraso amigos, mas hoje foi dia de prova. Fui obrigado a ficar até os últimos minutos... – Disse se sentando à mesa.
- Tudo bem. O atraso não foi tanto assim. – Falou o Sr Carlos Alberto, presidente do Conselho.
- Bem, como estamos todos presentes, podemos começar a reunião. O primeiro caso a ser analisado é a questão da igreja matriz... A importância deste Bem Cultural é inegável mas devemos analisar esse tombamento com cuidado... – Começou o Sr. Carlos Alberto.
-  Eh..., o Padre Vinícius é uma pessoa muito difícil e qualquer ação nossa tem que ser bem pensada. – Falou o Pastor Roberto.
-  Não vamos levar as coisas para o lado pessoal. Eu sei que vocês não se dão...- Disse D. Rita.
-  Calma gente. A questão tem que ser resolvida com calma.... – Apartou o Sr. Carlos Alberto.
- Isso mesmo. Temos que analisar e pensar as nossas ações. Primeiro: o fato inegável: a Igreja é importante. Segundo: Temos como provar que ela é importante? Terceiro, o Padre significa problema? – Perguntou João.
- Bem, Claro que temos como provar que a igreja é importante, temos aqui uma ficha de inventário com algumas informações históricas e a descrição dela. – Disse D. Rita mostrando um ficha com uma bela foto da Matriz.
- Eh, e quanto ao Padre, ele vai ter que aceitar o tombamento querendo ou não. – Falou o Pastor Roberto se ajeitando na cadeira.
- Gente, as coisas não podem ser assim. Precisamos de um Dossiê mais elaborado... – Falou o Sr. Zezinho.
-  Eu acho que isto não é necessário. É tão claro o valor da igreja que não vejo necessidade.- exclamou o Vereador Manuel.
O Presidente do Conselho pegou a garrafa de café que se encontrava ao centro da mesa e encheu uma pequena xícara.
- Temos que resolver estas questões. Vamos por em votação se devemos ou não produzir um dossiê com mais informações sobre a Igreja. Vamos votar. – Disse com voz impostada o Presidente:

CLIQUE NO LINK QUE ACHAR MAIS CORRETO.

1- Tombar a Igreja Matriz com base na ficha de Inventário.



2- Montar um dossiê de tombamento para embasar a decisão do Conselho.

2 – Manterem a decisão.

2 – Manterem a decisão.
 
Carlos Alberto gostou de ter conversado com o Sr. Marconi. Resolveu convocar uma reunião extraordinária do Conselho.
-         Bem, companheiros esse é o dilema. Para mim a solução é manter a decisão que tomamos. – Disse altaneiro.
-         Eu não concordo. Mantendo a decisão anterior estaremos na rua e estaremos iniciando uma crise política que não interessa a ninguém – Disse o Vereador Manuel.
-         Eu concordo plenamente com a manutenção da nossa decisão anterior. A placa é horrível. Se tivermos que sair do prédio, pelo menos sairemos de cabeça erguida.

-         Eu sei, mas abriga que teremos pode ser muito desgastante e a nossa intransigência pode significar uma derrota futura... – Falou João.
Apesar das dúvidas o Conselho votou pela manutenção da decisão inicial.
As conseqüências se fizeram sentir logo em seguida à comunicação da decisão ao Presidente da Câmara. O Conselho teve que se retirar do prédio e muitos populares foram solidários com o Presidente da Câmara contra o que eles definiram como uma arrogância de um Conselho intransigente que ninguém entendia para que servia. 
O domingo era dia de ócio e de missa. Os jovens se reuniam no clube da cidade ou nos bares ao redor da praça. A tardinha os adultos saiam com as crianças para passearem ou verem alguma apresentação de andarilhos palhaços. A noite era sagrada, todos iam a missa. Naquele dia a igreja estava lotada. Parecia mais uma calma missa com cânticos muito bem dirigida pelo Padre.  Este entrou com ar solene e depois de passar os olhos por toda a multidão começou:
-    Senhoras e senhores, amigos fieis... Hoje tenho uma triste notícia para lhes dar.
Disse abaixando a cabeça. A multidão de fieis não entendeu aquele inicio de missa e o murmúrio foi geral. O Padre esperou que os ânimos serenassem para poder continuar.
-     Há Alguns dias  recebi uma triste notícia... Uma ofensa a todos nós... Esta pode ser a nossa última missa na igreja...
 - Por quê? -  gritou um fiel da primeira fila. O padre não olhou para a direção do interlocutor. Olhou com tristeza para todos os cantos da igreja...
-     Nossa Igreja vai ser fechada.
-      O quê?
-       Como? – Gritaram outras vozes.
-      Isto mesmo, nossa igreja foi tombada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e pode ser fechada. Nunca mais poderemos rezar missa aqui.
-      Isso é um absurdo! – Gritou alguém mais perto de dona Rita encarando-a. Ela, como todos os outros membros do Conselho estavam boquiabertos com o que acabavam de ouvir.
Demorou alguns segundos para que o Sr. Carlos Alberto se recuperasse daquela loucura. Tentou falar mas o tumulto era grande e hostilidade a seu redor, maior. Alguns membros do Conselho abandonaram a igreja assustados e Carlos Alberto achou por bem fazer o mesmo.
Encontraram-se todos no centro da praça e dali partiram para a sede do Conselho.
-     Meu Deus, que loucura foi aquela que assistimos? – Perguntou D. Rita.
-     Até agora estou sem entender. – Disse o Vereador Manuel.
-      O pior de tudo é que toda a cidade acreditou no Padre... – Falou Carlos Alberto.
-     Isto está muito estranho... Fizemos alguma coisa errada. – Disse João passando a mão na cabeça.
-      Não fizemos nada de errado aquele mau caráter do padre está é jogando a comunidade contra nós. – Disse o Pastor nervoso.
-     Mas se é isto, como podemos combatê-lo? A palavra do padre  é lei nesta cidade... – Falou Carlos Alberto.
-      Sim, ele consegue transforma a mentira em verdade... – Falou D. Rita.
-     Continuo achando que erramos... – Resmungou João.
-      Mas erramos em quê? – Perguntou o Pastor Roberto.
 -  A notificação fala que o bem está tombado e que a igreja terá o prazo de 15 dias para recorre do tombamento. – Disse Zezinho.
-    Será que  não entendeu?
-     Entendeu o quê? – Perguntou Zezinho.
-     Entendeu o que quer dizer tombamento. – Disse João.
-      Ora, claro que todo mundo sabe o que é tombamento. – Falou D. Rita.
-     Aí é que está o problema, as pessoas não sabem o que é tombamento.
-     Será? – Perguntou Carlos Alberto.
-     É claro, se soubessem não teriam a reação que tiveram. – Falou João levantando-se e indo até a janela.
-     Mas se esse é o problema, qual a solução para esse impasse? Do jeito que a coisa está não poderemos nem sair à rua... – Perguntou Zezinho.
-    A meu ver temos duas soluções:

1 – Destombar a igreja para voltarmos às boas com a comunidade.

2 – Procurar o Padre Vinícius e explicar tudo para ele.

3 – Propor ao Presidente da Câmara uma placa que seja um meio termo entre a proposta da Câmara e do Conselho.

3 – Propor ao Presidente da Câmara uma placa que seja um meio termo entre a proposta da Câmara e do Conselho. 


Carlos Alberto gostou de ter conversado com o Sr. Marconi. Resolveu convocar uma reunião extraordinária do Conselho.
-      Bem companheiros, esse é o dilema. Para mim a solução é rever a nossa decisão e tentarmos propor ao Presidente da Câmara uma placa compatível. Eu errei ao ofendê-lo. Deixei-me levar pelo calor da discussão.  – Disse com certa humildade.
-     Não concordo. Se mudarmos de opinião vai parecer que fraquejamos e nos deixamos intimidar. Acho que devemos manter a decisão. – Disse D. Rita.
-     Eu acho que é uma solução interessante. – Falou o Vereador Manuel.
-      Esta talvez seja a melhor solução. Somos muito jovens para compramos uma briga  assim tão cedo. Temos uma sede e realmente o prédio precisa de uma placa. Então que seja uma placa que não ofenda o prédio. – Falou João. 
Apesar de algumas vozes em contrário a maioria votou pela decisão conciliatória. Carlos Alberto procurou o Presidente da Câmara acompanhado do Vereador Manuel e do Sr. Marconi.  Pediu desculpas pelas palavras rudes e grosseiras deferidas durante a discussão. O Senhor Jorge foi a princípio resistente, mas logo entendeu proposta conciliadora do Presidente do Conselho e Secretário de Cultura.
A placa elaborada, consenso entre o Conselho e a Câmara valorizou o prédio tombado e agradou a todos na cidade.  Os laços de afinidade entre as duas instituições se fortaleceram após o ato de civilidade, apresentado em toda a comunidade como exemplo a ser seguido.   

O domingo era dia de ócio e de missa. Os jovens se reuniam no clube da cidade ou nos bares ao redor da praça. A tardinha os adultos saiam com as crianças para passearem ou verem alguma apresentação de andarilhos palhaços. A noite era sagrada, todos iam a missa. Naquele dia a igreja estava lotada. Parecia mais uma calma missa com cânticos muito bem dirigida pelo Padre.  Este entrou com ar solene e depois de passar os olhos por toda a multidão começou:
-    Senhoras e senhores, amigos fieis... Hoje tenho uma triste notícia para lhes dar.
Disse abaixando a cabeça. A multidão de fieis não entendeu aquele inicio de missa e o murmúrio foi geral. O Padre esperou que os ânimos serenassem para poder continuar.
-     Há Alguns dias  recebi uma triste notícia... Uma ofensa a todos nós... Esta pode ser a nossa última missa na igreja...
- Por quê? -  gritou um fiel da primeira fila. O padre não olhou para a direção do interlocutor. Olhou com tristeza para todos os cantos da igreja...
-     Nossa Igreja vai ser fechada.
-      O quê?
-       Como? – Gritaram outras vozes.
-      Isto mesmo, nossa igreja foi tombada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e pode ser fechada. Nunca mais poderemos rezar missa aqui.
-      Isso é um absurdo! – Gritou alguém mais perto de dona Rita encarando-a. Ela, como todos os outros membros do Conselho estavam boquiabertos com o que acabavam de ouvir.
Demorou alguns segundos para que o Sr. Carlos Alberto se recuperasse daquela loucura. Tentou falar mas o tumulto era grande e hostilidade a seu redor, maior. Alguns membros do Conselho abandonaram a igreja assustados e Carlos Alberto achou por bem fazer o mesmo.
Encontraram-se todos no centro da praça e dali partiram para a sede do Conselho.
-     Meu Deus, que loucura foi aquela que assistimos? – Perguntou D. Rita.
-     Até agora estou sem entender. – Disse o Vereador Manuel.
-      O pior de tudo é que toda a cidade acreditou no Padre... – Falou Carlos Alberto.
-     Isto está muito estranho... Fizemos alguma coisa errada. – Disse João passando a mão na cabeça.
-      Não fizemos nada de errado aquele mau caráter do padre está é jogando a comunidade contra nós. – Disse o Pastor nervoso.
-     Mas se é isto, como podemos combatê-lo? A palavra do padre  é lei nesta cidade... – Falou Carlos Alberto.
-      Sim, ele consegue transforma a mentira em verdade... – Falou D. Rita.
-     Continuo achando que erramos... – Resmungou João.
-      Mas erramos em quê? – Perguntou o Pastor Roberto.
   -  A notificação fala que o bem está tombado e que a igreja terá o prazo de 15 dias para recorre do tombamento. – Disse Zezinho.
-    Será que  não entendeu?
-     Entendeu o quê? – Perguntou Zezinho.
-     Entendeu o que quer dizer tombamento. – Disse João.
-      Ora, claro que todo mundo sabe o que é tombamento. – Falou D. Rita.
-     Aí é que está o problema, as pessoas não sabem o que é tombamento.
-     Será? – Perguntou Carlos Alberto.
-     É claro, se soubessem não teriam a reação que tiveram. – Falou João levantando-se e indo até a janela.
-     Mas se esse é o problema, qual a solução para esse impasse? Do jeito que a coisa está não poderemos nem sair à rua... – Perguntou Zezinho.

-    A meu ver temos duas soluções:

1 – Destombar a igreja para voltarmos às boas com a comunidade.



2 – Procurar o Padre Vinícius e explicar tudo para ele.

http://proteuseducacaopatrimonial.blogspot.com.br/2017/05/procurar-o-padre-vinicius-e-explicar.html  

CONTO: O CONSELHO MUNICIPAL DO PATRIMÔNIO CULTURAL

O CONSELHO MUNICIPAL DO PATRIMÔNIO CULTURAL
A HISTÓRIA
Autor: Carlos Henrique Rangel

João foi o último conselheiro a chegar. Ao redor da mesa já envolvidos com a papelada estavam o vereador Manuel Costa, representante da câmara; D. Rita representante da Associação Comercial; o pastor Roberto, representante das Igrejas; o Secretário de Cultura, Carlos Alberto e o Senhor Zezinho representante das Comunidades.
João era professor, e representava a faculdade local no Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Nova Esperança, instituição responsável pela preservação e proteção do patrimônio cultural da cidade.
- Desculpem o pequeno atraso amigos, mas hoje foi dia de prova. Fui obrigado a ficar até os últimos minutos... – Disse se sentando à mesa.
- Tudo bem. O atraso não foi tanto assim. – Falou o Sr Carlos Alberto, presidente do Conselho.
- Bem, como estamos todos presentes, podemos começar a reunião. O primeiro caso a ser analisado é a questão da igreja matriz... A importância deste Bem Cultural é inegável mas devemos analisar esse tombamento com cuidado... – Começou o Sr. Carlos Alberto.
-  É, o Padre Vinícius é uma pessoa muito difícil e qualquer ação nossa tem que ser bem pensada. – Falou o Pastor Roberto.
-  Não vamos levar as coisas para o lado pessoal. Eu sei que vocês não se dão...- Disse D. Rita.
-  Calma gente. A questão tem que ser resolvida com calma.... – Apartou o Sr. Carlos Alberto.
- Isso mesmo. Temos que analisar e pensar as nossas ações. Primeiro o fato inegável: a Igreja é importante. Segundo: Temos como provar que ela é importante? Terceiro, o Padre significa problema? – Perguntou João.
- Bem, Claro que temos como provar que a igreja é importante, temos aqui uma ficha de inventário com algumas informações históricas e a descrição dela. – Disse D. Rita mostrando um ficha com uma bela foto da Matriz.
- É, e quanto ao Padre, ele vai ter que aceitar o tombamento querendo ou não. – Falou o Pastor Roberto se ajeitando na cadeira.
- Gente, as coisas não podem ser assim. Precisamos de um Dossiê mais elaborado... – Falou o Sr. Zezinho.
-  Eu acho que isto não é necessário. É tão claro o valor da igreja que não vejo necessidade.- exclamou o Vereador Manuel.
O Presidente do Conselho pegou a garrafa de café que se encontrava ao centro da mesa e encheu uma pequena xícara.
- Temos que resolver estas questões. Vamos por em votação se devemos ou não produzir um dossiê com mais informações sobre a Igreja. Vamos votar. – Disse com voz impostada o Presidente:
1- Tombar a Igreja Matriz com base na ficha de Inventário.


2- Montar um dossiê de tombamento para embasar a decisão do Conselho.

3 – Ao Padre,ao Bispo e através de Edital

3 – Ao Padre,ao Bispo e através de Edital

O domingo era dia de ócio e de missa. Os jovens se reuniam no clube da cidade ou nos bares ao redor da praça. A tardinha os adultos saiam com as crianças para passearem ou verem alguma apresentação de andarilhos palhaços. A noite era sagrada, todos iam a missa. Naquele dia a igreja estava lotada. Parecia mais uma calma missa com cânticos muito bem dirigida pelo Padre.  Este entrou com ar solene e depois de passar os olhos por toda a multidão começou:

-    Senhoras e senhores, amigos fieis... Hoje tenho uma triste notícia para lhes dar.
Disse abaixando a cabeça. A multidão de fieis não entendeu aquele inicio de missa e o murmúrio foi geral. O Padre esperou que os ânimos serenassem para poder continuar.

-     Há Alguns dias  recebi uma triste notícia... Uma ofensa a todos nós... Esta pode ser a nossa última missa na igreja...
- Por quê? -  gritou um fiel da primeira fila. O padre não olhou para a direção do interlocutor. Olhou com tristeza para todos os cantos da igreja...
-     Nossa Igreja vai ser fechada.
-      O quê?
-       Como? – Gritaram outras vozes.
-      Isto mesmo, nossa igreja foi tombada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e pode ser fechada. Nunca mais poderemos rezar missa aqui.
-      Isso é um absurdo! – Gritou alguém mais perto de dona Rita encarando-a. Ela, como todos os outros membros do Conselho estavam boquiabertos com o que acabavam de ouvir.

Demorou alguns segundos para que o Sr. Carlos Alberto se recuperasse daquela loucura. Tentou falar mas o tumulto era grande e hostilidade a seu redor, maior. Alguns membros do Conselho abandonaram a igreja assustados e Carlos Alberto achou por bem fazer o mesmo.

Encontraram-se todos no centro da praça e dali partiram para a sede do Conselho.

-     Meu Deus, que loucura foi aquela que assistimos? – Perguntou D. Rita.
-     Até agora estou sem entender. – Disse o Vereador Manuel.
-      O pior de tudo é que toda a cidade acreditou no Padre... – Falou Carlos Alberto.
-     Isto está muito estranho... Fizemos alguma coisa errada. – Disse João passando a mão na cabeça.
-      Não fizemos nada de errado aquele mau caráter do padre está é jogando a comunidade contra nós. – Disse o Pastor nervoso.
-     Mas se é isto, como podemos combatê-lo? A palavra do padre  é lei nesta cidade... – Falou Carlos Alberto.
-      Sim, ele consegue transformar a mentira em verdade... – Falou D. Rita.
-     Continuo achando que erramos... – Resmungou João.
-      Mas erramos em quê? – Perguntou o Pastor Roberto.
 -  A notificação fala que o bem está tombado e que a igreja terá o prazo de 15 dias para recorre do tombamento. – Disse Zezinho.
-    Será que  não entendeu?
-     Entendeu o quê? – Perguntou Zezinho.
-     Entendeu o que quer dizer tombamento. – Disse João.
-      Ora, claro que todo mundo sabe o que é tombamento. – Falou D. Rita.
-     Aí é que está o problema, as pessoas não sabem o que é tombamento.
-     Será? – Perguntou Carlos Alberto.
-     É claro, se soubessem não teriam a reação que tiveram. – Falou João levantando-se e indo até a janela.
-     Mas se esse é o problema, qual a solução para esse impasse? Do jeito que a coisa está não poderemos nem sair à rua... – Perguntou Zezinho.
-    A meu ver temos duas soluções:

CLIQUE NO LINK QUE ACHAR MAIS CORRETO:

1 – Destombar a igreja para voltarmos às boas com a comunidade.

2 – Procurar o Padre Vinícius e explicar tudo para ele.

                                                                                              

AO BISPO

AO BISPO

O domingo era dia de ócio e de missa. Os jovens se reuniam no clube da cidade ou nos bares ao redor da praça. A tardinha os adultos saiam com as crianças para passearem ou verem alguma apresentação de andarilhos palhaços. A noite era sagrada, todos iam a missa. Naquele dia a igreja estava lotada. Parecia mais uma calma missa com cânticos muito bem dirigida pelo Padre.  Este entrou com ar solene e depois de passar os olhos por toda a multidão começou:

-    Senhoras e senhores, amigos fieis... Hoje tenho uma triste notícia para lhes dar.
Disse abaixando a cabeça. A multidão de fieis não entendeu aquele inicio de missa e o murmúrio foi geral. O Padre esperou que os ânimos serenassem para poder continuar.

-     Há Alguns dias  recebi uma triste notícia... Uma ofensa a todos nós... Esta pode ser a nossa última missa na igreja...
- Por quê? -  gritou um fiel da primeira fila. O padre não olhou para a direção do interlocutor. Olhou com tristeza para todos os cantos da igreja...
-     Nossa Igreja vai ser fechada.
-      O quê?
-       Como? – Gritaram outras vozes.
-      Isto mesmo, nossa igreja foi tombada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e pode ser fechada. Nunca mais poderemos rezar missa aqui.
-      Isso é um absurdo! – Gritou alguém mais perto de dona Rita encarando-a. Ela, como todos os outros membros do Conselho estavam boquiabertos com o que acabavam de ouvir.
Demorou alguns segundos para que o Sr. Carlos Alberto se recuperasse daquela loucura. Tentou falar mas o tumulto era grande e hostilidade a seu redor, maior. Alguns membros do Conselho abandonaram a igreja assustados e Carlos Alberto achou por bem fazer o mesmo.
Encontraram-se todos no centro da praça e dali partiram para a sede do Conselho.
-     Meu Deus, que loucura foi aquela que assistimos? – Perguntou D. Rita.
-     Até agora estou sem entender. – Disse o Vereador Manuel.
-      O pior de tudo é que toda a cidade acreditou no Padre... – Falou Carlos Alberto.
-     Isto está muito estranho... Fizemos alguma coisa errada. – Disse João passando a mão na cabeça.
-      Não fizemos nada de errado aquele mau caráter do padre está é jogando a comunidade contra nós. – Disse o Pastor nervoso.
-     Mas se é isto, como podemos combatê-lo? A palavra do padre  é lei nesta cidade... – Falou Carlos Alberto.
-      Sim, ele consegue transformar a mentira em verdade... – Falou D. Rita.
-     Continuo achando que erramos... – Resmungou João.
-      Mas erramos em quê? – Perguntou o Pastor Roberto.

 -  A notificação fala que o bem está tombado e que a igreja terá o prazo de 15 dias para recorre do tombamento. – Disse Zezinho.
-    Será que  não entendeu?
-     Entendeu o quê? – Perguntou Zezinho.
-     Entendeu o que quer dizer tombamento. – Disse João.
-      Ora, claro que todo mundo sabe o que é tombamento. – Falou D. Rita.
-     Aí é que está o problema, as pessoas não sabem o que é tombamento.
-     Será? – Perguntou Carlos Alberto.
-     É claro, se soubessem não teriam a reação que tiveram. – Falou João levantando-se e indo até a janela.
-     Mas se esse é o problema, qual a solução para esse impasse? Do jeito que a coisa está não poderemos nem sair à rua... – Perguntou Zezinho.


-    A meu ver temos duas soluções:

CLIQUE NA OPÇÃO MAIS CORRETA:
1 – Destombar a igreja para voltarmos às boas com a comunidade.

2 – Procurar o Padre Vinícius e explicar tudo para ele.
                                                                                              

1 - AO PADRE

AO PADRE

O domingo era dia de ócio e de missa. Os jovens se reuniam no clube da cidade ou nos bares ao redor da praça. A tardinha os adultos saiam com as crianças para passearem ou verem alguma apresentação de andarilhos palhaços. A noite era sagrada, todos iam a missa. Naquele dia a igreja estava lotada. Parecia mais uma calma missa com cânticos muito bem dirigida pelo Padre.  Este entrou com ar solene e depois de passar os olhos por toda a multidão começou:
-    Senhoras e senhores, amigos fieis... Hoje tenho uma triste notícia para lhes dar.
Disse abaixando a cabeça. A multidão de fieis não entendeu aquele inicio de missa e o murmúrio foi geral. O Padre esperou que os ânimos serenassem para poder continuar.

-     Há Alguns dias  recebi uma triste notícia... Uma ofensa a todos nós... Esta pode ser a nossa última missa na igreja...
 - Por quê? -  gritou um fiel da primeira fila. O padre não olhou para a direção do interlocutor. Olhou com tristeza para todos os cantos da igreja...
-     Nossa Igreja vai ser fechada.
-      O quê?
-       Como? – Gritaram outras vozes.
-      Isto mesmo, nossa igreja foi tombada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e pode ser fechada. Nunca mais poderemos rezar missa aqui.
-      Isso é um absurdo! – Gritou alguém mais perto de dona Rita encarando-a. Ela, como todos os outros membros do Conselho estavam boquiabertos com o que acabavam de ouvir.
Demorou alguns segundos para que o Sr. Carlos Alberto se recuperasse daquela loucura. Tentou falar mas o tumulto era grande e hostilidade a seu redor, maior. Alguns membros do Conselho abandonaram a igreja assustados e Carlos Alberto achou por bem fazer o mesmo.
Encontraram-se todos no centro da praça e dali partiram para a sede do Conselho.
-     Meu Deus, que loucura foi aquela que assistimos? – Perguntou D. Rita.
-     Até agora estou sem entender. – Disse o Vereador Manuel.
-      O pior de tudo é que toda a cidade acreditou no Padre... – Falou Carlos Alberto.
-     Isto está muito estranho... Fizemos alguma coisa errada. – Disse João passando a mão na cabeça.
-      Não fizemos nada de errado aquele mau caráter do padre está é jogando a comunidade contra nós. – Disse o Pastor nervoso.
-     Mas se é isto, como podemos combatê-lo? A palavra do padre  é lei nesta cidade... – Falou Carlos Alberto.
-      Sim, ele consegue transformar a mentira em verdade... – Falou D. Rita.
-     Continuo achando que erramos... – Resmungou João.
-      Mas erramos em quê? – Perguntou o Pastor Roberto.
 -  A notificação fala que o bem está tombado e que a igreja terá o prazo de 15 dias para recorre do tombamento. – Disse Zezinho.
-    Será que  não entendeu?
-     Entendeu o quê? – Perguntou Zezinho.
-     Entendeu o que quer dizer tombamento. – Disse João.
-      Ora, claro que todo mundo sabe o que é tombamento. – Falou D. Rita.
-     Aí é que está o problema, as pessoas não sabem o que é tombamento.
-     Será? – Perguntou Carlos Alberto.
-     É claro, se soubessem não teriam a reação que tiveram. – Falou João levantando-se e indo até a janela.
-     Mas se esse é o problema, qual a solução para esse impasse? Do jeito que a coisa está não poderemos nem sair à rua... – Perguntou Zezinho.
-    A meu ver temos duas soluções:

CLIQUE NA OPÇÃO MAIS CORRETA:

1 – Destombar a igreja para voltarmos às boas com a comunidade.

2 – Procurar o Padre Vinícius e explicar tudo para ele. 

1 - O PADRE
O domingo era dia de ócio e de missa. Os jovens se reuniam no clube da cidade ou nos bares ao redor da praça. A tardinha os adultos saiam com as crianças para passearem ou verem alguma apresentação de andarilhos palhaços. A noite era sagrada, todos iam a missa. Naquele dia a igreja estava lotada. Parecia mais uma calma missa com cânticos muito bem dirigida pelo Padre.  Este entrou com ar solene e depois de passar os olhos por toda a multidão começou:
-    Senhoras e senhores, amigos fieis... Hoje tenho uma triste notícia para lhes dar.
Disse abaixando a cabeça. A multidão de fieis não entendeu aquele inicio de missa e o murmúrio foi geral. O Padre esperou que os ânimos serenassem para poder continuar.

-     Há Alguns dias  recebi uma triste notícia... Uma ofensa a todos nós... Esta pode ser a nossa última missa na igreja...
- Por quê? -  gritou um fiel da primeira fila. O padre não olhou para a direção do interlocutor. Olhou com tristeza para todos os cantos da igreja...
-     Nossa Igreja vai ser fechada.
-      O quê?
-       Como? – Gritaram outras vozes.
-      Isto mesmo, nossa igreja foi tombada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e pode ser fechada. Nunca mais poderemos rezar missa aqui.
-      Isso é um absurdo! – Gritou alguém mais perto de dona Rita encarando-a. Ela, como todos os outros membros do Conselho estavam boquiabertos com o que acabavam de ouvir.
Demorou alguns segundos para que o Sr. Carlos Alberto se recuperasse daquela loucura. Tentou falar mas o tumulto era grande e hostilidade a seu redor, maior. Alguns membros do Conselho abandonaram a igreja assustados e Carlos Alberto achou por bem fazer o mesmo.
Encontraram-se todos no centro da praça e dali partiram para a sede do Conselho.
-     Meu Deus, que loucura foi aquela que assistimos? – Perguntou D. Rita.
-     Até agora estou sem entender. – Disse o Vereador Manuel.
-      O pior de tudo é que toda a cidade acreditou no Padre... – Falou Carlos Alberto.
-     Isto está muito estranho... Fizemos alguma coisa errada. – Disse João passando a mão na cabeça.
-      Não fizemos nada de errado aquele mau caráter do padre está é jogando a comunidade contra nós. – Disse o Pastor nervoso.
-     Mas se é isto, como podemos combatê-lo? A palavra do padre  é lei nesta cidade... – Falou Carlos Alberto.
-      Sim, ele consegue transformar a mentira em verdade... – Falou D. Rita.
-     Continuo achando que erramos... – Resmungou João.
-      Mas erramos em quê? – Perguntou o Pastor Roberto.

   -  A notificação fala que o bem está tombado e que a igreja terá o prazo de 15 dias para recorre do tombamento. – Disse Zezinho.
-    Será que  não entendeu?
-     Entendeu o quê? – Perguntou Zezinho.
-     Entendeu o que quer dizer tombamento. – Disse João.
-      Ora, claro que todo mundo sabe o que é tombamento. – Falou D. Rita.
-     Aí é que está o problema, as pessoas não sabem o que é tombamento.
-     Será? – Perguntou Carlos Alberto.
-     É claro, se soubessem não teriam a reação que tiveram. – Falou João levantando-se e indo até a janela.
-     Mas se esse é o problema, qual a solução para esse impasse? Do jeito que a coisa está não poderemos nem sair à rua... – Perguntou Zezinho.

-    A meu ver temos duas soluções:

CLIQUE NA OPÇÃO MAIS CORRETA:

1 – Destombar a igreja para voltarmos às boas com a comunidade.

2 – Procurar o Padre Vinícius e explicar tudo para ele.

2 – Procurar o Padre Vinícius e explicar tudo para ele.

2 – Procurar o Padre Vinícius e explicar tudo para ele.
 
O Padre recebeu o Conselho depois de alguns minutos. Cadeiras foram arranjadas para que todos se sentassem na pequena sala onde o Padre Vinicius despachava. Carrancudo ele encarou a todos com olhos fixos e esperou.
-    Bem Sr. Padre, viemos aqui para tentar esclarecer um grande equivoco.
-    Isso é bom, quero mesmo saber porque vocês resolveram tombar a minha Igreja. – Disse o Padre.
-     Acho que o problema está aí. A nossa intenção em tombar a igreja é a mesma do Senhor.
-    Não é mesmo. Eu sou o zelador da igreja que é a casa de Deus. Vocês querem toma-la da comunidade. – Disse o Padre nervoso.

-  Que isso Padre, o tombamento é um instrumento usado para preservar um bem cultural. O que nós queremos é que ela dure. Que continue com agente do jeito que está sem descaracterizações ou perdas. 
-     Vocês querem toma-la da igreja...
-      Não é isto.  Ela vai continuar sendo um bem eclesiástico, só não pode é ser demolida ou modificada... Toda a intervenção deverá ser analisada pelo Conselho que vai decidir se pode ou não ser feita. Tudo isto como muito critério. – Completou Carlos Alberto. O Padre ficou pensativo por alguns segundos...
-    E porque não me explicaram isto? Porque não explicaram isto para toda a cidade? Ninguém sabe o que  é esse tal de Tombamento. – Falou o Padre.
Os Conselheiros se entre olharam.
-    É, foi o nosso erro. Devíamos ter elaborado uma cartilha e divulgado  informações na Radio e na Televisão... Ainda não é tarde, podemos fazer isto. – Falou João.
-    Eu vou fazer a minha parte... No próximo domingo explicarei aos paroquianos o meu engano.  No entanto gostaria que vocês consertassem mais uma coisa...
-    O que senhor Padre? – Perguntou Carlos Alberto.    
-  Eu não sou o principal responsável pela igreja. Vocês deveriam  procurar o Bispo.
-    É, concordo com o senhor, vamos procurá-lo o mais rápido possível e explicar todas as implicações do tombamento. – concordou Carlos Alberto.

E assim tudo que foi acordado naquela reunião foi posto em prática. O Bispo foi comunicado pessoalmente pelo Presidente do Conselho, que lhe esclareceu todas as dúvidas. Uma cartilha foi elaborada pelo professor João com desenhos de Zezinho, lançada com muito sucesso em um concorrido coquetel. D. Rita foi ao rádio e a televisão tirar as dúvidas da comunidade. O conselho e a equipe do Departamento do Patrimônio Cultural desenvolveram com as escolas, uma série de atividades e tarefas para serem trabalhadas com os alunos visando a conscientização e esclarecimento sobre a proteção do patrimônio cultural.

O Padre Vinícius se desculpou pelo alarme falso que dera na missa passada e passou a ajudar ativamente o Conselho nos novos tombamentos de bens eclesiásticos.
As novas ações do Conselho foram sempre bem recebidas pelo comunidade.
                                             FIM