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segunda-feira, 15 de julho de 2013

A OCUPAÇÃO DO VALE DO JEQUITINHONHA


A OCUPAÇÃO DO VALE DO JEQUITINHONHA


Autor: Carlos Henrique Rangel


Nem preciso falar para quem postei essa foto...



1. OS ÍNDIOS



Os primeiros habitantes dos sertões de Araçuaí e Jequitinhonha foram os índios Tupinaqui, expulsos para o litoral pelos Aimoré.[1] Estes, oriundos do ocidente, dominaram a região do Mucuri, Jequitinhonha e Araçuaí, chegando a descer ao litoral de Porto Seguro e Ilhéus para saquear as colônias portuguesas. Combatidos por Mém de Sá e em seguida pelos Tapajós, dispersaram pelos sertões em pequenos grupos, sendo mais tarde denominados genericamente como Botocudos devido ao círculo de pau que usavam no lábio inferior.[2]


“A primeira denominação que os Botocudos receberam foi de Tapuio, em oposição aos Tupi que habitavam o litoral da Bahia, e com os quais os primeiros colonizadores  tiveram contato. Mais tarde,  vieram Aimoré, Guerén, Cren, kren, Ambaré, Guaimoré, Embaré, Kraknum, Endrejerecnum, Engrekmun, Botocudo. No final  do século XIX, predominaram as auto denominações derivadas dos nomes dos “capitães”( chefes de tribos ou grupos indígenas, assim chamados pelos portugueses) , de acidentes geográficos ou dialetos: Naknenuk, Karkmun, Nakrehé, Etwet, Takruk-Krak, Gut-Krak, Nep-Nep, Jiporok, Pojixá, Minajirum e Borun (homens verdadeiros). Wied registrou o termo Engerecknung ou Endjerkmun (povos corredores)  no Baixo Jequitinhonha.”[3]


Esses índios ocupavam as florestas de mata atlântica dos Sertões do Leste formados pelos vales do Jequitinhonha, do Mucuri e do rio Doce e se autodenominavam Borun. Possuíam estatura mediana, cor de bronze e pintavam o corpo de preto e vermelho. Os cabelos e sobrancelhas eram raspados, mantendo ao redor da cabeça apenas uma espécie de penacho.


Das florestas do Mucuri e Jequitinhonha, de tempos em tempos, desciam ao litoral para destroçar as povoações. Caio Prado Júnior sugere que estas “incursões intermitentes” que permitiam um certo descanso aos estabelecimentos coloniais do litoral sul da Bahia e do Espírito Santo se deviam ao crescimento vegetativo das nações indígenas que, com a falta de recursos do seu habitat,  debandavam para o litoral. O morticínio advindo das incursões restabelecia o equilíbrio.[4]


Nômades, os Borun viviam em grupos, subgrupos, bandos ou famílias, devido às necessidades de sobrevivência ou disputas pelo poder. São descritos como antropófagos, supersticiosos, sem governo ou religião. A liderança era atribuída aos guerreiros mais habilidosos na caça, pesca e coleta. [5]


Na região de Salto da Divisa nas primeiras décadas dos oitocentos viviam perambulando entre os quartéis do Salto e do Arco a horda do chefe Kerengnatnuk, conhecido pelos soldados como “Capitão June”.


O contato com os colonos e a destruição do habitat vai dizimar estas tribos ao longo do tempo.


2. A COLONIZAÇÃO


 a . Primeiras Expedições



O território compreendido atualmente pelo Estado de Minas Gerais, desde a segunda metade do século XVI, vinha sendo trilhado por grupos de aventureiros litorâneos em busca das riquezas anunciadas pelos índios nativos.

Este processo exploratório iniciado a partir do nordeste da colônia, especificamente dos territórios baianos, propiciou o reconhecimento de boa parte do norte mineiro, sem contudo traduzir a ocupação efetiva destas terras.

A colonização propriamente dita foi desenvolvida de forma gradual, sendo os índios conduzidos para o interior a partir do avanço aleatório das boiadas que subiam o rio São Francisco e seus afluentes. A conquista do interior traduziu-se em um deslocamento não só de efetivos indígenas, fugindo à ganância dos colonizadores, como também de seguimentos menos favorecidos na busca de terras livres da tutela da metrópole.

Dentre as expedições mais importantes, devido aos resultados alcançados ou pelo volume de informações registradas sobre a região, destacaram-se as comandadas por Francisco Bruza Espinosa, Sebastião Fernandes Tourinho, Antônio Dias Adorno, Marcos de Azevedo e Fernão Dias Paes.

Francisco Bruza Espinosa (1554) embrenhou-se pelo sertão com doze brancos, incluindo dentre eles o padre Jesuíta João de Aspilcueta Navarro. Segundo este religioso, o grupo sertanista entrou naquele território à procura de pedras preciosas e de ouro. Partiu de Porto Seguro dirigindo-se para o Jequitinhonha, de onde seguiu rumo noroeste para a Serra Geral, atual Grão Mogol, chegando finalmente às margens do rio São Francisco onde assentaram uma aldeia “junto da qual passa um rio por nome Monail”.[6]

A expedição de Sebastião Fernandes Tourinho (1573) partiu em canoas de Porto Seguro alcançando o rio Doce, de onde retornou com notícias sobre pedras verdes. Tais descobertas iniciaram a lenda das esmeraldas que incentivou sertanistas ao longo das décadas que se seguiram a buscar o interior do país.[7]

Antônio Dias Adorno (1574), contando com cento e cinqüenta portugueses e quatrocentos índios, subiu pelo rio Caravelas descobrindo amostras de pedras verdes que, analisadas em Portugal, não interessaram à Coroa.[8] Parte desta expedição teria regressado pelo Jequitinhonha, sendo que um grupo chegou ao Jequiriça. Marcos de Azevedo, já no século XVII, seguindo o itinerário de Fernandes Tourinho, partiu do Espírito Santo, chegando ao rio Doce e a Barra do Suassuí. Depois de atravessar uma lagoa, penetrou finalmente na região das esmeraldas de onde retirou as pedras que enviou ao Rei.[9]

De todas as expedições que percorreram o território mineiro, a mais importante foi, sem dúvida alguma, a de Fernão Dias Paes.

Entusiasmado com as informações sobre os sertões das esmeraldas, o velho sertanista paulista organizou uma bandeira com o intuito de descobrir as riquezas do sertão de Sabarabuçu. Para esse fim, recebeu do Governador Geral a patente de Governador das Esmeraldas em 30 de outubro de 1672. Contando com a participação de vários familiares, dentre eles o filho Garcia Paes e o genro Borba Gato, além da presença do experiente sertanista Matias Cardoso de Almeida, a bandeira partiu de São Paulo em 21 de julho de 1674.

Por sete anos Fernão Dias percorreu os sertões , estabelecendo postos e plantando roças em diversos pontos, descobrindo finalmente as pedras que julgou serem as esmeraldas. Com esta certeza,  morreu de peste o velho sertanista  com grande parte de seus índios, às margens do rio das Velhas, quando se recolhia para Sumidouro.[10]                                


b. A colonização do Vale do rio Jequitinhonha



A região do Médio Jequitinhonha, trilhada pelas primeiras expedições, ficou esquecida a partir das descobertas auríferas e diamantíferas na região metalúrgica e no Alto Jequitinhonha, em parte pela falta de ouro ou diamante a explorar. Outro fator determinante deste abandono foi a proibição da Coroa, que preocupada com o descaminho das riquezas, contrabando e a grande migração para as minas, vedou a região utilizando-se da barreira natural das matas densas. A ligação com o litoral ficou restrita ao caminho novo que pelo sul levava ao Rio de Janeiro. Assim, as populações nativas do Médio Jequitinhonha reinaram absolutas nas matas até as primeiras décadas do século XIX.[11]

O Alto Jequitinhonha, que abrangia parte da Comarca do Serro Frio, parte de Minas Novas e a demarcação diamantina, foi ocupado efetivamente no século XVIII com os descobrimentos do ouro e diamante. Desde o início, a Coroa monopolizou a extração e o comércio dos diamantes punindo com o degredo os infratores.[12]

Em fins do século XVIII a decadência da mineração forçou a diversificação econômica. Garimpeiros e mineradores voltaram-se para a pecuária, para a lavoura de subsistência e de algodão ou simplesmente abandonaram a região do Alto Jequitinhonha, deslocando-se para a confluência dos rios Araçuaí e Jequitinhonha, região até então esquecida, aproveitando a amenização da intolerância administrativa.

A corrente migratória para o Médio Jequitinhonha à procura de riquezas ou terras para a agricultura iniciou a destruição das matas ocupadas pelos Botocudos. Ainda no século XVIII, o inconfidente José Pereira Freire de Moura, fugindo à prisão, refugiou-se na confluência do rio Araçuaí e Jequitinhonha, fundando o aldeamento de Lorena dos Tocoiós.[13]

No início do século XIX, em 1804, o Capitão-mor de Porto Seguro, João da Silva Santos com uma expedição composta de 66 pessoas, subiu o Rio Grande de Belmonte, de Belmonte a Tocoiós, distante 400 quilômetros, encontrando os índios Maxacali.

Diogo Pereira R. de Vasconcelos assim descreveu a expedição do Capitão-mor Santos :


“Do diário que tenho à mão de João da Silva Santos, Capitão-mor da Vila marítima de Belmonte, aos 15 graus e 5 minutos de latitude e aos 344 graus e 45 minutos de longitude, me informo da facilidade com que se pode navegar o rio grande de Belmonte, como ele lhe chama, ou Jequitinhonha, nome que se lhe dá na capitania de Minas. Começando sua derrota em o 1º de outubro de 1804 na foz daquele rio, chegou a 10 de novembro à barra do Araçuaí com 41 dias de viagem, incluídos neste número o das falhas que teve, já em razão de aproveitar seus mantimentos, já por outros motivos. Descrevendo circunstanciadamente sua derrota, assegura que da foz à serra de São Bruno, 66 milhas e meia, se pode navegar à vela; de São Bruno ao Salto Grande, 96 e meia milhas de barra, bem que trabalhosa, diz ele, não é insuperável a navegação, faz-se apenas preciso atravessar no Salto três quartos de léguas por terra, sem maiores dificuldades. Neste lugar ( entre o Salto e a barra de São Bruno), descobriram os antigos paulistas as minas de ouro da lagoa dourada, segundo as observações do hábil regente dos Tocoiós, José Pereira Freire. Todo o país, entre a serra de São Bruno e outra que corre ao norte, é habitado por patachós ou catachós, que em toda a costa de Porto Seguro e dos Ilhéus nos têm feito hostilidades. Também pela parte de oeste sustentam estes índios contínua guerra contra o botocudo. Vencem-se igualmente os riscos da navegação no lugar em que o ribeirão de São Miguel desemboca no rio Grande, ou Jequitinhonha, a 186 milhas da barra, até onde têm já  penetrado as patrulhas da guarda dos tocoiós. Deste ponto à barra do Araçuaí não achou maiores estorvos, sendo assim que afirma que, desde Belmonte até a aldeia de Lorena dos tocoiós,  um espaço de 271 e meia milhas, puderam ir 20 dias de viagem, logo se facilitem alguns passos mais perigosos; não menos assegura que as margens em geral prometem vantagens à agricultura e são aptas para criação dos gados. Avança, enfim, que a margem do sul admite uma estrada de carro de 80 léguas, contanto que se removam algumas dificuldades e que sempre se vão seguindo as picadas dos índios os, que atalham as voltas e rodeios do rio, especialmente da barra de São João para baixo. O maior perigo que considera nas hostilidades dos catachós, ao mesmo tempo que deixa a temer por esta parte, uma vez que vista sua relação da qual nos consta que, sendo por eles acometida sua bandeira com uma descarga de pólvora aos ares, os pôs em retirada. Menos temíveis inculta os botocudos, que sempre achou de paz nos encontros que com eles teve”[14].


O relatório do Capitão–mor de Porto Seguro determinou a construção do caminho pelo rio, que passou a ser utilizado para transporte de mercadorias e produtos entre Minas Novas e Belmonte.


Dois anos depois, em 1806, o Ouvidor de Porto Seguro, José Marcelino da Cunha, seguindo ordens do Governador da Bahia, Conde dos Arcos, viajou pelo Jequitinhonha visando o reconhecimento do território para um futuro projeto de ocupação e povoamento. Com esse intuito o Ouvidor instalou os quartéis de  Salto Grande e Arcos com o objetivo de garantir a navegação no rio e a defesa contra ataques indígenas. O primeiro, nas proximidades das corredeiras do Salto da Fumaça, o segundo em território baiano.

Subindo o rio Jequitinhonha, a expedição do Ouvidor José Marcelino chegou a Tocoiós onde encontrou com José Pereira Freire de Moura e parentes.

Um importante fator que contribuiu para a efetiva ocupação da região  foi o envolvimento da Coroa instigada pelos ministros interessados no controle da navegação dos rios do Sertão do Leste e motivada pelas constantes denúncias das “atrocidades” cometidas pelos Botocudos nos povoados e aldeamentos de índios aliados.

O Príncipe  D. João, em Carta Régia de 13 de maio de 1808, enviada ao capitão-general Pedro Maria Xavier de Ataide Melo, então governador da Capitania de Minas Gerais, declarou "guerra ofensiva e justa”, visando a destruição e destribalização dos índios.[15]

Para concretização deste intuito a própria Carta Régia determinou a instalação de seis divisões militares ao longo do rio Doce.

A colonização do rio Jequitinhonha teve um tratamento diferenciado devido às suas riquezas diamantíferas. Visando a preservação dos direitos sobre os descobrimentos, a Coroa, a partir de 1811 designou companhias de Dragões para guarnecerem a região.

A Sétima Divisão Militar, comandada pelo Alferes Julião Fernandes Leão se instalou na região em 29 de setembro de 1811 com sessenta soldados e alguns índios Maxacali do aldeamento de Lorena dos Tocoiós, fundando nas margens do rio Jequitinhonha o povoado de São Miguel (atual Jequitinhonha).

A Companhia da Sétima Divisão imediatamente iniciou o trabalho de construção de uma estrada rente à margem direita do rio, que partia do recém fundado povoado de São Miguel até a Vila de Belmonte na província baiana de Porto Seguro.[16]

A partir da construção da estrada, o Alferes Julião foi instalando quartéis ao longo do rio Jequitinhonha, embriões de futuros povoados e cidades como Itinga e Joaíma.

Conforme  sugestão do capitão-mor de Porto Seguro, o rio passou a ser utilizado para transporte de mercadorias entre Minas Novas e Belmonte.

Subiam o rio Jequitinhonha, transportados em canoas, sal e produtos raros. Belmonte recebia as produções mineiras: milho, algodão, toucinho, carne seca, dentre outros. O mencionado Quartel do Salto, instalado nas imediações da Cachoeira do Salto, assegurava esse comércio, impedindo o contrabando de ouro e diamante e os ataques dos índios.[17]

Abandonado pelos baianos em 1808, o Quartel do Salto foi ocupado pelo Alferes Julião cinco anos depois.

“A então denominada oficialmente Guerra Justa teve início efetivamente com a instalação da Sétima Divisão Militar, e teve também um aspecto fratricida, pois, como já foi mencionado, os Maxacali, além de empregados em obras públicas, na abertura de estradas, e como “interpretes ou línguas”, foram utilizados no combate aos Botocudos.”[18]                           

Sob a proteção dos quartéis iniciou-se a ocupação das matas da região. Por outro lado o governo provincial incentivou a instalação de grandes proprietários, permitindo que tivessem o monopólio na construção de estradas.

A instalação dos quartéis resultou no início do  processo de devastação da mata atlântica objetivando a utilização das terras para o plantio das lavouras e a destruição dos refúgios indígenas. Bastou menos de um século de ocupação para reduzir a cobertura vegetal a um décimo.[19]

O passo seguinte foi a completa extinção dos Botocudos e dos grupos como os Macuni, Panhame, Puri, Koropó e outros, através da destruição cultural, doenças e massacres.

Acossados, devido à destruição do seu “habitat”, os índios foram pouco a pouco se entregando à proteção dos colonos. O resultado desta submissão foi o abandono das antigas atividades como a caça e a pesca e a adoção da agricultura nos moldes impostos pelos colonos. Paralelamente, a diminuição do território aumentou as rivalidades tribais provocando guerras entre os índios, que só favoreceram aos colonos.

Apoiada nos quartéis, a colonização da região se deu inicialmente por duas vias:

do litoral, a partir de Belmonte subiram o rio colonos comerciantes que se instalaram pelas povoações ribeirinhas. Da nascente do rio desceram garimpeiros em busca de novas minas de diamante e lavradores em busca de terra.

No fim do século XIX o Médio Baixo Jequitinhonha recebeu uma segunda leva de migrantes provenientes da Bahia e das cidades mineiras do Alto Norte: Espinosa, Taiobeiras e Salinas.

Cézar Moreno C. Tavares, cita as três origens e sentidos do processo migratório para a região:

“... Primeiro, os migrantes que desceram da região mineradora e penetraram a região através de Araçuaí ,e , depois, desceram o Rio em sentido ao Baixo Jequitinhonha, passando pelo Médio. Segundo, aqueles que foram subindo o Rio Jequitinhonha, oriundos do litoral baiano, na foz do Rio Belmonte, pois o governo baiano vendo a importância do região e quantidade de terras férteis e devolutas, que antes pertenciam aos índios, não pensou muito, cuidou logo de incentivar os colonos a partirem para estas terras novas prontas para a agricultura, essa frente tinha o caráter agropecuário. Por último, foi a migração sertaneja também baiana, que, fugindo das secas no sertão baiano no final do século XIX, se pôs em marcha na direção do Baixo Jequitinhonha, passando por Pedra Azul (antiga Fortaleza), chegando as barrancas do Rio Jequitinhonha, trazendo criadores de gado para formarem as fazendas e faiscadores à procura de ouro e diamantes...”[20]

Considerado por muito tempo como região de grande riqueza, fartura e belezas naturais, o Vale do Jequitinhonha apresenta-se atualmente empobrecido devido à exploração desenfreada do passado. O Médio Jequitinhonha onde se situa o município de Salto da Divisa apresenta o mais alto índice de êxodo rural do vale.  Seu potencial cultural e natural ainda esperam a devida valorização.

Ainda predominam como atividades econômicas do vale do Jequitinhonha, a pecuária, lavoura de subsistência e a mineração. Os índios desapareceram violentamente no processo colonizatório imposto à região. Das tribos guerreiras que povoavam os Sertões do Leste, sobrevivem alguns remanescentes das tribos Maxacali, Patachó e Krenak, nos vales do rio Doce e Mucuri.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



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 - VASCONCELOS, Diogo Pereira Ribeiro de. Breve descrição geográfica, física e política

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- VASCONCELOS, Diogo de. História Média de Minas Gerais. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974.   

           

 - WIED-NEUWIED, Maximiliano Philipp, Príncipe Von. Viagem ao Brasil. São Paulo: Nacional,  1940.








[1] VASCONCELOS, 1974. p. 124.
[2] Idem, 1974. p.131,132.
[3] TAVARES, 1998. p.34.
[4] PRADO JÚNIOR, 1981. p.49
[5]TAVARES, 1998. p.36, 37.
[6] VASCONCELOS, 1974. p.51,55.
[7] CALMON, 1971. V.1.  p. 313.
[8] Idem, 1971. V. 1. p. 313, 314.
[9] VASCONCELOS, 1974. p. 66, 67.
[10] FRANCO, 1940. V. 181, Cap. 12, 13
[11] PRADO JÚNIOR, 1981.  p.76.
[12] TAVARES, 1998. p.19
[13] Idem, 1998. p. 26.
[14] VASCONCELOS, 1994. p. 150, 151.
[15] TAVARES, 1998. p. 27.
[16] TAVARES, 1998. p. 27, 28.
[17] GUIMARÃES, 1960. p.92.
[18] TAVARES, 1998. p.30
[19] TAVARES, 1998. p. 31 a 33.
[20] TAVARES, 1998. p. 39 a 63.
[21] SANTOS, 1997. p. 2.
[22] SOL, 1981. p. 15
[23] SALTO da Divisa. Enciclopédia dos Municípios brasileiros, 1959. P. 114.
[24] SOL, 1981. p. 16.
[25] Idem, nota n.º 29
[26] TAVARES, 1998. p. 30.
[27] WIED-NEUWIED, 1940. p. 251.
[28] SANIT-HILAIRE, 1975.
[29] WIED-NEUWIED, 1940. p. 236.
[30] POHL, 1976. p. 350.
[31] WIED-NEUWIED, 1940. p. 242.
[32] POHL, 1976. p. 350.
[33]SOL, 1981.p. 18
[34] SOL, 1981. p. 22.
[35] TAVARES,1998. p. 70.
[36] SOL, 1981. p. 28
[37] SANTOS, 1997. p. 3.
[38] SALTO da Divisa, p. cit. p. 114.
[39] SANTOS, 1997. p.10.
[40] 1º CENSO cultural ... ,1995. p. 110.
[41] WIED NEUWIED, 1940. P. 236.
[42] Segundo o príncipe Maximiliano, existiam ao longo do rio, os Quarteis dos Arcos, Estreito, Vigia, S. Miguel e Tucaios de Lorena.(WIED NEUWIED, 1940. p.227.)
[43] POHL, 1976. p. 351.
[44] BIODIVERSIDADE, 1998. p. 46
[45] BIODIVERSIDADE, 1998. p. 46
[46] AHE ITAPEBI – Estudo de impacto ambiental . 1996.  p.7/2.
[47] AHE ITAPEBI – Estudo de Impacto Ambiental . 1996. p. 4/28.
[48] CARTA ABERTA À POPULAÇÃO. 1999.
[49] Biodiversidade em Minas Gerais, 1998. p.59.
[50] BRANDÃO,1999. p. 8.

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