PROTEUS EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

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sexta-feira, 6 de maio de 2016

EDUCAÇÃO PATRIMONIAL - O SER QUE SOU

O SER QUE SOU
Autor: Carlos Henrique Rangel


Cada Ser Humano é o que deve ser. E pode ser mais. E o que é se relaciona com o que foi. Com os que foram. Com o que construíram os que foram. O que é se relaciona com o passado. Com as coisas do passado. Com o que foi feito no passado e continua presente.

O Ser é fruto  e construção  de outros seres. Somatória, complemento, continuidade. Cada Ser Humano carrega em si o seu mundo e para onde for, onde estiver, sua família, sua rua, sua igreja, sua praça, seu bairro, sua crença, sua terra, lá estarão. Cada Ser é um representante vivo de sua cultura. Do seu Patrimônio. Cada Ser Humano é plural. O produto de uma cultura diversa e rica. De um modo de ser, fazer e viver. Cada Ser importa.

Vivendo em grupo por necessidade e sobrevivência, o ser humano cedo necessitou de símbolos e códigos para se fazer entender e compreender o seu mundo e os seus iguais. Essa necessidade do outro e a convivência com este, só foi possível através de um consenso coletivo para se entenderem em relação a tudo. Desde as pequenas coisas como a nominação de um objeto, às regras de convivência. 

Se esse consenso se deu através de lideres carismáticos ou autoritários, ou mesmo de forma democrática, essa não é a questão. O fato é que o consenso existiu para que fosse possível a convivência em grupo e a adaptação a um espaço determinado
.

A identidade desse grupo será definida pelo consenso. Pela crença em valores assimilados por todos ou pelo menos a maioria dos membros do grupo. Os que não aceitam as regras do grupo são excluídos e se tornam os “outros”. 
Também esses, denominados “outros” são necessários para a formação da identidade do grupo e a consolidação de suas crenças, costumes e ideais. A identidade de um ser ou de um grupo é definida pela contraposição à identidade de outro. O outro indivíduo, grupo, comunidade ou nação será sempre a referência até mesmo para o fortalecimento da identidade.

Ao mesmo tempo, uma comunidade por mais homogênea que seja sempre terá grupos discordantes – “os outros”
- que também possuem identidades próprias, culturas próprias, mesmo que identificados de uma forma geral com o grupo dominante. 

Essa minoria dentro de uma comunidade
maior, ainda assim é parte desta e merecem respeito quanto a sua memória, identidade e suas produções culturais. 

O outro que me acompanha e que produz cultura comigo, o que permite a diversidade cultural merece ser reconhecido, respeitado e valorizado como parte do grupo maior
.
Numa sociedade
consensual, a diversidade deve ser o consenso para que  o grupo se renove culturalmente e sobreviva com a autoestima valorizada e fortalecida.

Esse outro também ele é parte do grupo e mesmo o outro culturalmente diferente, aquele de outro grupo/nação, também esse merece respeito. Ser diferente não é ser pior ou melhor. 
É apenas diferente.
Outra forma de ser e de se relacionar com o mundo e seus lugares.
O outro é o meu céu e meu inferno. É o meu contraponto
.


O outro sou eu diferente.

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