PROTEUS EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

EDUCAÇÃO PATRIMONIAL - CONCEITOS



“Impossível pensar a preservação do patrimônio cultural sem vinculá-la à transmissão, difusão e apropriação, por parte dos grupos sociais a que se refere, dos sentidos e valores atribuídos aos bens culturais. Sem essa preocupação, o recurso aos instrumentos legais de proteção ficam reduzido a um conjunto de meros atos declaratórios de valor, cujos eventuais efeitos na limitação de direitos de uso dos bens protegidos podem ser apreciados negativamente por setores da sociedade, na medida em que a preservação do patrimônio seria percebida como cerceamento à liberdade individual e obstáculo ao desenvolvimento. Essa orientação – foco centrado na proteção legal e nas medidas de conservação e fiscalização dos bens – reduziria as políticas de patrimônio a iniciativas de alcance restrito, valorizadas apenas por grupos já familiarizados coma a temática da preservação, distanciando-a, portanto, do objetivo que historicamente as justifica – o seu interesse público.” (Grifo Nosso).


(Cecília Londres, O Patrimônio Cultural na formação das novas gerações: algumas considerações, p. 14 – Educação patrimonial: reflexões e práticas./Átila Bezerra Tolentino (Org.) – João Pessoa: Superintendência do iphan na Paraíba, 2012).


FONTE: 
http://portal.iphan.gov.br/CFD08F4B-D8D0-44D6-850E-DAE838C15947/FinalDownload/DownloadId-AF53641B111AD36F0D01FED0A88E699F/CFD08F4B-D8D0-44D6-850E-DAE838C15947/uploads/publicacao/EduPat_EducPatrimonialReflexoesEPraticas_ct1_m.pdf


“A Educação Patrimonial tem, desse modo, um papel decisivo no processo de valorização e preservação do patrimônio cultural, colocando-se para muito além da divulgação do patrimônio. Não bastam a “promoção” e “difusão” de conhecimentos acumulados no campo técnico da preservação do patrimônio cultural. Trata-se, essencialmente, da possibilidade de construções de relações efetivas  com as comunidades, verdadeiras detentoras do patrimônio cultural.
Dessa forma, os bens culturais são considerados como suporte vivo para a construção coletiva do conhecimento, que só pode ser levada a cabo, quando se considera e se incorpora as necessidades e expectativas das comunidades envolvidas por meio de múltiplas estratégias e situações de aprendizagem que devem ser construídas dialogicamente a partir das especificidades locais.”
(Grifo nosso). 

(...)

“No que se refere à prática educativa, é preciso considerar as referências culturais como tema transversal, interdisciplinar e/ou transdisciplinar, ato essencial ao processo educativo para potencializar o uso dos espaços públicos e comunitários como espaços formativos. Além disso, é preciso incentivar o envolvimento das instituições educacionais, formais e não formais, nos processos de Educação Patrimonial.”

(Sônia Regina Rampim FLORÊNCIO, Educação patrimonial: algumas diretrizes conceituais. Pags. 23, 24, 25 – Cadernos do patrimônio cultural: educação patrimonial/ Organização Adson Rodrigo S. Pinheiro. – Fortaleza: Iphan, 2015).

FONTE: 

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