PROTEUS EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

PIRAPORA A CIDADE DO FUTURO

PIRAPORA A CIDADE DO FUTURO


“... aqui não tinha estrada, a estrada que tinha aqui era o Rio (...), ele era tudo pra nós, além do trânsito e a cultura que ele nos dava.” ( João Batista de Jesus – morador da Comunidade de Barra do Pacuí).



A cidade de Pirapora está localizada na margem direita do rio São Francisco na Região Norte do Estado de Minas Gerais. O arraial de São Gonçalo das Tabocas, embrião do município, surgiu às margens do córrego São Gonçalo.

Atribui-se a descoberta das corredeiras a dois lideres sertanistas – Soeiros e Salmeron – que em 1678 teriam descido o rio das Velhas e alcançado a cachoeira denominada pelos índios, “Pirapora” que significaria em tupi-guarani “onde o peixe salta”[1] devido aos saltos dos peixes para vencer a cachoeira.

Atacados pelos índios Cariris[2] - que possuíam uma aldeia na região - faleceram Salmeron e vários homens do grupo. Soeiros e os sertanistas restantes regressaram ao rio das Velhas.  Após essa suposta excursão não há outras notícias sobre como se deu a ocupação e fundação do arraial.

Johann Emanuel Pohl que visitou a região entre 1817 e 1822 informou a existência da Fazenda Pirapora nas proximidades da Cachoeira de Pirapora. Não menciona a existência de povoado.[3] Raimundo da Cunha Matos, em seu trabalho “Corografia Histórica da Província de Minas Gerais” - datado de 1837 – menciona um arraial denominado Pirapora pertencente ao julgado de Curvelo que contava a essa época com 93 fogos e 309 almas. O arraial denominado São Gonçalo das Tabocas contava a essa época, com 44 fogos e 240 almas.[4] A economia do povoado nessas primeiras décadas do século XIX, estava ligada principalmente a pesca e ao garimpo, existindo, no entanto, o cultivo de mandioca, milho, melancia e cana-de-açúcar.[5]



O distrito de Pirapora foi criado em 1847, anexado à vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso e Almas de Guaicuí. Em 1852, o engenheiro Henrique Guilherme Halfeld encontrou o distrito de Pirapora com 30 a 35 edificações cobertas de palha de coqueiro, habitada por cerca de 150 pescadores e seus familiares. No ano seguinte – 1853 - São Gonçalo das Tabocas ou Pirapora, foi transferido para o município de Curvelo. Anos mais tarde - 1867 - o viajante inglês, Richard Burton em sua passagem pela região descreveu o Porto de Pirapora nas proximidades da Cachoeira de mesmo nome:

Satisfeito por podermos estender as pernas dormentes, desembarcamos no Porto de Pirapora na margem direita ou oriental, e tratamos de observar a cachoeira de cima. O caminho atravessa o Barrancão, uma caricatura do Arraial da manga; sua característica principal é constituída por enormes redes e grandes peixes, cortados e pendurados em armações de madeira, secando ao sol. Os moradores não exportam sua produção, limitando-se a vendê-las aos tropeiros que por ali passam. Vendo que não comerciávamos, e desconfiados de que fôssemos agentes do governo, não se mostraram muito civis, mas propuseram-nos comprar seu “desmonte” de refugo – areia sem diamantes. Os cães eram ainda mais mal-educados que seus donos. Se tivéssemos levado fumo e outros pequenos artigos para barganhar, teríamos sido recebido de outra maneira.  (BURTON, 1977, p. 169).

O distrito de São Gonçalo das Tabocas foi anexado ao município de Jequitaí pela Lei Provincial n.º 1996, de quatorze (14) de novembro de 1873.[6] Dois anos depois, a lei n.º 2107, de 7 de janeiro de 1875, transferiu novamente São Gonçalo das Tabocas ao município de Curvelo. Data também de 1875, a visita do inglês James Wells à sede do distrito denominada por ele com o nome atual - Pirapora:
O arraial de Pirapora é um ajuntamento de trinta e seis casebres de pau-a-pique e palha, dilapidados e caindo aos pedaços, que estão colocados em uma linha irregular em grupos de dois ou três, ou isolados, divididos por restos de cercas e por arbustos e árvores; todos eles dão para o pé das corredeiras e são paralelos à margem; e com apenas duas exceções, todos estão amparados com escoras para evitar desabamentos. (...).
A vista da rua quente e arenosa, se pitoresca, certamente não oferece nenhum elemento de conforto, ou qualquer atrativo que faça dela uma localidade agradável de se viver. ( WELLS, 1985,p. 267).

  

São Gonçalo das Tabocas permaneceu vinculado a Curvelo até 30 de outubro de 1884, quando a Lei n.º 3273 definiu o seu retorno ao município de Jequitaí. Quatro anos depois – 1890 – a Lei Provincial n.º 44, de 17 de abril, retirou de Jequitaí a condição de município e São Gonçalo das Tabocas deixa de ser distrito.  Nesse ano o arraial possuía 281 indivíduos que se dedicavam à pecuária, agricultura, pesca e caça.[8] A condição de arraial durou pouco mais de um ano. Em 14 de setembro de 1891, a Lei Estadual n.º2, cria novamente o distrito de São Gonçalo das Tabocas com sede na povoação de Pirapora.[9]

Em 1905, por encomenda da Companhia Cedro e Cachoeira o professor da Escola de Minas, Lúcio José dos Santos elaborou o planejamento geral prevendo a construção de uma cidade de dez mil habitantes. O levantamento foi feito pelo agrimensor José Teodoro Barbosa.

Nota-se em Pirapora grande animação e enthusiasmo com a aproximação da estrada de ferro, que se vai ligar á grande artéria fluvial que se comunica com cinco Estados.
Os proprietários da Companhia Cedo e Cachoeira têm recebido muitos pedidos no sentido de consentirem no alargamento da zona, para edificação em Pirapora. Terrenos dessa companhia vão ser demarcados e postos á venda brevemente.
(Jornal O Paiz, 6 de fevereiro de 1905, p.2, col. 6).

A planta da parte baixa da cidade de Pirapora foi traçada pelo engenheiro Benedicto Quintino dos Santos, conforme solicitação do Secretário das Finanças do Estado de Minas Gerais encaminhada ao Governo Federal em 1908. [10] Nesse ano ainda não estava concretizado o planejamento urbano. Em matéria divulgada no jornal “O Paiz”, temos a seguinte informação sobre a elaboração da planta pelo Estado:

No intuito de evitar, que, por edificações sem plano que se façam em Pirapora, se levante ali uma cidade de construcção defeituosa, o governo accordou no seguinte com a companhia de tecidos Cedro e Cachoeira, proprietária dos terrenos daquelle local:
O Estado mandará levantar uma planta, que deverá ser obedecida nas construcções de modo a ter-se futuramente uma cidade moderna, que será Pirapora, por causa da ligação da Estrada de Ferro Central com a navegação fluvial da Bahia, etc.
A companhia cederá ao Estado gratuitamente, os terrenos necessários para a abertura de ruas, construcção de edifícios e serviços públicos, etc. reservando as extensões restantes para vender a particulares, emprezas etc. (Jornal O Paiz, 9 de novembro de 1908, p.3, col.2 e 3).


Pirapora foi emancipada, em 30 de agosto de 1911, pela Lei Estadual n.º 556, que criou o município de Pirapora, compreendendo os distritos de São Gonçalo das Tabocas,[11] desmembrado de Curvelo; dos distritos de São Francisco de Pirapora – atual município de Buritizeiro – desmembrado de São Francisco e Guaicuí desmembrado de Bocaiúva.

À época da criação do município, Pirapora se destacava como o mais progressista da região sanfranciscana e essa constatação é ilustrada pela matéria no jornal local “O Pirapora”:

Parece incrível que a população de uma villa tão recente quanto esta tenha jà tão ardente sede de progresso e de civilização quando cidades muito mais ricas e antigas nem siquer se preocupam com o tão momentoso problema da instrucção.
Pirapora inicia-se com o assombro de si própria. Quando seus homens comparam-na com o resto de Minas ficam perplexos sem saber si è Pirapora que avança no meio de suas irmãs estacionadas ou se é realmente sua marcha para o progresso que é apenas vertiginosa em relação a ellas. Seja como fôr, Pirapora caminha hoje, na vanguarda das cidades mineiras. (O Pirapora, 24 de dezembro de 1911, p.1, col.1 e 2).


Para a constituição do município, tendo em vista a legislação vigente, foi necessária a criação de um patrimônio do municipal. A Companhia Cedro e Cachoeira, por meio dos senhores Victor Mascarenhas, Inácio Magalhães e Camilo José dos Santos, transferiu terras para o estado de Minas Gerais por escritura pública de 14 de setembro de 1911 – lavrada em cartório do 2º tabelião de Belo Horizonte, livro n.º 67, folhas 67 e outras.[12]

O novo município foi instalado em 1º de junho de 1912[13] e o distrito-sede de Pirapora foi elevado à cidade em 18 de setembro de 1915, pela Lei Estadual n.º 663. A primeira câmara Municipal foi eleita em 31 de março de 1912.[14]

Destaca-se como marco inicial do desenvolvimento do distrito, a instalação em 1894, do depósito da fábrica “Cedro e Cachoeira” dedicado à compra de algodão em rama e venda de tecidos. Paralelamente, tem inicio a navegação fluvial, seguida da chegada de novos empreendedores como o Coronel Ramos e os irmãos Antônio e Artur Nascimento.

Pirapora entrou o século XX contando com 130 edificações e cerca de 600 habitantes que se dedicavam a criação de gado, a plantação de borracha de mangabeira, a pesca de surubins e dourados, cultivo de algodão, produção de tecidos[15] e venda de peles de lontra, ariranha, onça, veado galheiro, anta, raposa e outros animais. O comércio com a Bahia (Juazeiro) ainda se fazia via vapores da Viação do São Francisco.[16]

Quanto à navegação do rio São Francisco, segundo clausulas do Decreto n.º 9963 de 26 de dezembro de 1912, a empresa de navegação sediada em Juazeiro deveria realizar quatro viagens mensais de ida e volta entre a cidade baiana e Pirapora fazendo escalas obrigatórias em Sant’Ana, Casa Nova, Sento Sé, Remanso, Pilão Arcado, Chique-Chique, Icatú, Barra, Morporá, Bom Jardim, Urubú, Lapa, Carinhanha, Manga, Morrinhos, Jacaré, Januária, São Francisco, São Romão, Extrema e Guaicuí.[17]

Paralelamente, a ferrovia, por meio da Linha do Centro da Central do Brasil se aproximou da região sanfranciscana. Durante o final dos oitocentos e início dos anos 1900, temos a inauguração das estações de Sete Lagoas em 1896, Cordisburgo em 1903, Curvelo em 1904 e Corinto em 1906.


Os trilhos da Estrada de Ferro Central do Brasil chegaram a Pirapora em 1910, vindo da estação de Corinto, seguindo as Diretrizes do Plano de Viação do Estado de Minas Gerais de 1908, sendo a Estação de Pirapora – construída pelo arquiteto Miguel Micussi - inaugurada em 28 de maio de 1910.[18]

No dia 28 do corrente, ás 7 horas da tarde, o Dr. Francisco Sá, ministro da Viação, o Sr. Estevam Pinto, secretario do Interior do Estado de Minas, o conego Rollim, presidente da municipalidade do Curvello, o Dr. Paulo Frontin, diretor da Estrada de Ferro Central do Brasil, e outros representantes do mundo official, inauguraram, em Pirapora, a estação terminal da Estrada de Ferro Central do Brasil. (Revista Careta, Rio de Janeiro: 4 de junho de 1910, Anno III, n.º 105.)
________________________________
A’s 8 horas, foi inaugurado o ramal de Pirapóra a Porto de S. Francisco.
O banquete de 208 talheres foi servido, ás 7:30 da noite.
Ao champagne falaram os drs. Paulo de Frontin, conego Rollin, Estevão Pinto, Camillo Prates, Castro Barboza e o representante desta folha.
O brinde de honra foi erguido pelo dr. Francisco Sá ao presidente da Republica. (Jornal A Imprensa, 30 de maio de 1910, p.2).


Em 1911, definiu-se como prioridade da Rede Ferroviária, a construção do trecho ligando Pirapora a Belém do Pará. As duas estações construídas em Pirapora e Buritizeiro seriam ligadas por uma ponte ferroviária.

Com chegada da ferrovia, a partir de 1911, Pirapora superou Januária e Barra do Guaicuí como entreposto comercial, transformando-se em “ponta dos trilhos” e entroncamento hidro-rodo-ferroviário.[19]

Tal eram as expectativas com relação à cidade de Pirapora que, em 1921, quando das discussões sobre a possibilidade da transferência da capital federal para o interior do país, o diplomata José Custódio Alves Lima[20], defendia a mudança para a cidade mineira:


A grande zona do Pirapóra a nosso ver satisfaria este fim, já servido pela Estrada Central do Brasil, e não contrariar a disposição do Congresso a faculdade de “mudar a capital da União”, prevendo assim as circumstancias que acaso exigissem, mais tarde, a renuncia do primitivo projecto, qual a do planalto. Demais, Pirapóra, situado quase que na confluência do rio das Velhas com o grande S. Francisco, iria servir como já serve, os interesses de seis Estados importantes como Minas, Bahia, Alagôas, Espirito Santo, Sergipe e Pernambuco. (...)
A capital em Pirapóra faria brotar, como por encanto, cidades importantes como Denver, Virginia City, Joannesburgo, Kimberley, que se fundaram com a riqueza, principalmente de suas minas porque a verdade é que, na exploração de nossos ricos veeiros não temos feito até aqui do que arranhar e esgaravatar o solo.
E o rio S. Francisco, além do seu rico estuário, possuindo, quase á sua foz, as grandes catadupas de Paulo Affonso, viria representar, mais tarde, o papel do Mississipi que fez criar e desenvolver, em menos de um século, cidades como Duluth, Minneapolis, São Paulo de Minnesota, Louisville e Nova Orleans. (LIMA, José Custódio Alves. Nova York, 14 de dezembro de 1921. Jornal O Paiz, 9 de janeiro de 1922, p. 1 e 2).

Onze anos mais tarde – em fevereiro de 1933 – durante as reuniões da comissão que elaborava uma nova constituição para o país, novamente se discutiu a mudança da capital para o interior. O advogado natural de Curvelo, Dr. Juvenal Gonzaga defendia a instalação da sede do governo brasileiro na região do Alto São Francisco:


A situação mediterrânea do rio São Francisco predestina-o a representar papel de protagonista no futuro de nossa nacionalidade. A’ civilização atlântica, que carangueja no imenso litoral brasileiro, deverá suceder, por effeito da mais irônica das involuções, uma ofuscante civilização fluvial. E a cidade mineira de Pirapora, colocada pela fatalidade geographica entre as cachoeiras portentosas do alto São Francisco e a baixada navegável, de 1.369 kilometros, que desce até Joazeiro e Petrolina, há de ser o foco e o assento dessa babylonica civilização, mudada para ali a capital da Republica. (...).
Pirapora, cidade aprazível e salubre, é o logar ideal e predestinado para ser a futura capital da República. (...). (GONZAGA, Juvenal. Jornal A Noite, 20 de fevereiro de 1933, p.2, col. 4).
  

Sobre a ponte ferroviária prevista para ligar Pirapora a Buritizeiro infelizmente os estudos para a sua construção sofreram modificações e paralisações ao longo dos anos. A Estrada de Ferro - cujo objetivo principal era chegar a Belém do Pará - teve que esperar doze anos para transpor o rio São Francisco e fazer a ligação entre a estação de Pirapora e a estação de Buritizeiro por meio da Ponte Marechal Hermes.

A Ponte,[21] iniciada em 1912, teve obras paralisadas dois anos depois, retomadas somente a partir de 1918.[22] A conclusão ocorreu no início de outubro de 1922[23], quando a ponte foi inaugurada com a presença do Presidente da República, Epitácio Pessoa. Apesar de inaugurada em outubro de 1922, a ponte só foi entregue ao tráfego em fevereiro de 1924. 

Fica assim realizada a velha aspiração dos maiores, que há mais de 50 annos, nos conselhos governamentais, no parlamento e na imprensa batiam-se por essa idéia como capaz de aproximar as diversas regiões  banhadas pelo caudaloso Rio dos centros populosos, ao mesmo tempo que abre para aquella zona uma era de progresso, com o aproveitamento de suas grandes riquezas naturais.
A terminação dessa importante obra de engenharia vem também facilitar o avançamento dos trilhos da Central em demanda de Belém do Pará, seu objetivo final, penetrando ella assim numa extensíssima  região onde são facílimos os serviços de construcção, dadas as condições do terreno. (Jornal Minas Geraes, Bello Horizonte, 25 de outubro de 1922, p.2).


O prolongamento até Belém foi descartado mesmo havendo estudos praticamente concluídos para a sua efetivação. O Congresso Nacional não liberou recursos para a obra, o que definiu a suspensão do projeto pelo Ministério da Viação e Obras Públicas.[25]

Em 1925, o rebaixamento do trecho de Pirapora para o ramal foi o golpe fatal para esta ferrovia. A cidade percebeu que apesar da magnitude da ponte, esta ficaria apenas como um fantasma do poderio cosmopolita, do sonho de “um possível desenvolvimento da cidade”. Apesar de ter-se reivindicado a continuação da obra com bastante veemência, (...) a ferrovia foi definitivamente paralisada assim continua até hoje (LESSA, 1993, p.159).


A estação de “Independência” da cidade de Buritizeiro - inaugurada em 1922, juntamente com a Ponte Marechal Hermes - tornou-se o ponto final do ramal, ficando no sonho a continuação da Estrada de Ferro até o Pará. Nos anos 1930, a estação de Independência foi desativada e não houve mais trens passando sobre o rio São Francisco.


Reconhecida a necessidade da construcção de uma estação na margem esquerda do São Francisco, foi atacado em dezembro de 1921 o serviço de terraplenagem para o pateo da mesma. A construcção desta estação é uma consequencia natural da existência da ponte. (...)
A nova estação, denominada Independencia, foi inaugurada e entregue ao trafego em 10 do corrente mez de novembro.
(BRASIL. Ministério da Viação e Obras Públicas. Ministro José Pires do Rio. Relatório do anno de 1921 apresentado ao Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil no anno de 1921, publicado em 1922, p.71, 72).



A ferrovia, mesmo não tendo continuado até Belém foi uma grande impulsionadora da modernização da cidade de Pirapora nas primeiras décadas do século XX.  Surgiram em 1913, o Cine Progresso, a usina geradora de energia elétrica movida à lenha e a Escola de Aprendizes Marinheiros. Ainda nesse ano de 1913, a lei municipal n.º14, de 4 de janeiro, estabeleceu os nomes das avenidas e ruas da cidade de Pirapora.

Em 5 de dezembro de 1915 foi inaugurada pelo industrial Nicolino Guimarães Moreira, a primeira usina de lenha para fornecimento de energia elétrica para a população urbana. Anos mais tarde – 1914 - a distribuição de energia elétrica passou para a Companhia Indústria e Viação de Pirapora – CIVP[26] – que também se responsabilizou pelas linhas telefônicas e pela distribuição de água.[27]
Pirapora possuía EM 1918, 1.150 prédios e 4.500 habitantes.  Nessa época eram grandes as expectativas para o município ribeirinho, conforme relatos de Nelson de Senna:


Pirapora será, em futuro não muito remoto, um empório interestadual, porquanto, toda a rêde de viação do médio S. Francisco fará convergir para alli as atividades productoras de toda uma extensa região, de muitas legoas em circulo, cujos raios se estendem aos Estados da Bahia e Goiaz.
A População alli aumenta, numa proporção notável. Diariamente chegam famílias imigrantes, attrahidas pela riqueza da região.
Não se encontra uma única casa vaga, existindo inúmeros prédios em construcção na margem direita, onde a população é mais densa e onde o movimento comercial já é grande, existindo 2 fabricas de bebidas, padaria, casa de bilhares, duas pharmacias, restaurantes, hotéis, etc.
Pelo porto são despachados, mensalmente, para mais de 1.000 toneladas de mercadorias.
Há um deposito de sal e uma agencia filial dos srs. Durish & Companhia, para compras e exportação de couros e artigos congêneres, regulando comprar, mensalmente, 2.000 couros verdes de rezes. (SENNA, 1918, p. 1152).

Nos anos 1920, a população de Pirapora era de 17.237 habitantes[28] chegando em 1925 com uma população de 22.643 habitantes.

Em 1921, o Estado doou ao município por meio da lei estadual n.º 5.787, confirmada por escritura de 14 de agosto de 1922, os terrenos situados na parte alta da cidade.[29]

Nesse ano de 1921, o presidente da CIVP, Dr. Otávio Barbosa Carneiro se responsabilizou pela elaboração de uma nova planta para a parte alta da cidade, organizando o traçado urbano “implantando e ampliando novas avenidas e construindo praças, além de reestruturar as antigas.[30] Otávio Carneiro, no ano seguinte – 1922 - traçou a planta do bairro Doutor Astério, atual bairro Santo Antônio.[31]

Esse crescimento da cidade também se devia à migração de nordestinos retirantes da seca[32] que haviam resolvido permanecer no município Sanfranciscano. As migrações vinham ocorrendo com grande frequência desde as últimas décadas do século XIX e continuaram nas décadas seguintes do século XX, facilitadas pelo transporte por meio dos vapores.


As migrações ocorriam através do rio e da chamada “estrada baiana” que fazia a comunicação por terra entre Bahia, Pernambuco e Minas Gerais. Os municípios nas regiões nordestinas que não eram localizados nas margens do rio sofriam mais com as estiagens, o que favoreceu a mobilidade da população. A fuga da seca, da falta de terras e trabalho em sua própria região foram determinantes para as migrações pelo rio. Camponeses em sua maioria enfrentaram o desconhecido através das águas do São Francisco na busca do mínimo para sobreviverem.
(PAULA, Andréa Maria Narciso Rocha de. Travessias... Movimentos Migratórios em Comunidades Rurais no Norte de Minas Gerais. Revista VITAS – Visões Transdisciplinares sobre Ambiente e Sociedade – www.ufff.br/revistavitas, Ano II, n.º 4, outubro de 2012, p.3).


No ano de 1925, iniciou-se o plano do Presidente do Estado, Fernando de Mello Vianna de valorização da economia da região Noroeste do Estado incentivando as lavouras de algodão e mamona, aliada à navegação fluvial. Infelizmente, o plano não obteve o resultado almejado devido à dificuldade de obstruir e regularizar os leitos do rio São Francisco e de seus inúmeros afluentes. [33] Na economia, o município destacava-se principalmente no cultivo de arroz, algodão, cana-de-açúcar e cereais diversos; no ramo industrial produzia óleos vegetais, beneficiamento de algodão, arroz, farinha de mandioca, laticínios, curtume, aguardente, rapadura, açúcar serraria e tintas vegetais; no comercio exportava cereais, algodão, tecidos, gado vacum, borracha e couro.[34]

Importante destacar a construção em 1933, do Campo de Aviação e do Cais do Porto Fluvial, que somados à ferrovia, ampliaram a acessibilidade do município com os principais centros urbanos do país.

As reformas urbanas e melhoramento das estruturas da cidade podem significar um processo de adaptação às necessidades da população crescente. Além disso, podemos dizer que a cidade de Pirapora se urbanizou com o objetivo maior do que oferecer melhor qualidade de vida, mas o de ampliar as estruturas econômicas que eram o motor do desenvolvimento da cidade. (DINIZ, 2012, p.95).


Em 1937, Pirapora se despontava como um grande entreposto comercial da região sanfranciscana abrigando uma população advinda de todos os Estados do país. De seu porto partia toda a produção de gado dos sertões do Urucuia; o algodão, mamona e toucinho advindos do sul da Bahia; farinha, rapadura, além de couro, peles, resinas, óleos vegetais e animais. Nessa época possuía em seu quadro industrial, usinas de beneficiamento de algodão e arroz; fábrica de óleos vegetais, sabão, móveis e serraria.[35]




A emigração nordestina continuou intensa nos anos 1940, favorecida principalmente pelos transportes ferroviário e fluvial.


Um aspecto que caracteriza muito bem Pirapora é o movimento constante de passagem de emigrantes, em geral nortistas, conhecidos pelo nome de ‘baianos’. A hora em que chega o trem, já de noite, grande magotes deles atravessam a zona residencial e vão para as hospedarias carregando as suas trouxas, malas e bagagens. No dia seguinte, pela manhã, os ‘baianos’ abarrotam os escritórios das empresas de navegação, à procura de lugar nos vapores. Á tarde reúnem-se, uns sentados, outros em pé à porta das hospedarias para conversar. Recolhem-se cedo. Têm uma preocupação constante: partir. É uma gente pobre, maltrapilha, mas de boa índole, ordeira por excelência. (Revista Brasileira de Geografia, out-dez de 1944, p. 516).


No fim dos anos 1940, a cidade passou a contar com dois motores a diesel para o melhor fornecimento de energia elétrica. Mais tarde – em meados de 1950 – foram instalados mais dois motores maiores.  Ainda assim, no início dessa década a cidade sofria com problemas de infraestrutura e saneamento básico, sendo a municipalidade incapaz de solucioná-los devido ao baixo orçamento.

Edificada à margem direita do São Francisco, está Pirapora. É uma cidade bonita, graciosa, que apresenta um traçado bastante original. As ruas se cortam em ângulos retos, dando à comuna um aspecto moderno. Infelizmente, fica nisso. Não possui calçamento senão em uma ou duas artérias. Sua iluminação é precária. Não existe rêde de esgoto. A água além de pouca, oferece péssimas condições de salubridade, não sendo suficiente ao consumo da população, que anda pela casa dos dez mil habitantes. (...). A renda do município não lhes permite encontrar solução pra problemas vastos como calçamento, esgotos, luz elétrica, água potável etc. (Revista Alterosa, Belo Horizonte, 15 de março de 1953, Ano XV, n.º 158, p. 30).


A partir de 15 de janeiro de 1965, a CEMIG passou a fornecer energia elétrica, produzida na represa de Três Marias.[36]

O ano de 1958 teve papel importante no crescimento da cidade devido a seca que assolou os campos nordestinos empurrando grandes multidões para o Rio de Janeiro, São Paulo e também para as áreas urbanas da região sanfranciscana. Muitos dos emigrantes que inicialmente pretendiam chegar ao rio de Janeiro ou São Paulo acabaram por se estabelecerem na cidade fornecendo mão-de-obra à nascente indústria local.[37] Isso se deveu em parte, ao programa da Comissão do Vale do São Francisco - CVSF - destinado a promover a fixação dos retirantes na região sanfranciscana.[38]

 A Cidade Industrial de Pirapora, mais tarde transformada em Distrito Industrial foi criada em 1964 e implantada somente em 1968 com a presença do vice-governador do estado Pio Soares Canedo e outras autoridades.[39] Entre os anos 1970 a 1990, a cidade de Pirapora juntamente com as cidades de Montes Claros, Janaúba e Januária, se destacava no setor agropecuário da região Norte do Estado de Minas Gerais em grande parte devido às ações governamentais como os Projetos “Pirapora”, “Jequitaí” e o Projeto Jaíba, implantados pela CODEVASF. No caso de Pirapora, o projeto compreendia uma área de 1500 hectares, arrendados às cooperativas agrícolas de “Cotia” e “Fruitrop”, visando o abastecimento dos centros urbanos de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.[40] O Projeto Pirapora permitiu que o município produzisse em grande escala, uva, pepino, mamão, feijão, abóbora, melancia e manga tornando-se um dos maiores produtores agrícolas do Estado.

Nos anos 1980, Pirapora já se despontava como uma das mais importantes cidades da região do rio São Francisco e o transporte fluvial de pessoas e cargas se fazia por 10 chatas, que levavam cimento e milho para Juazeiro (Bahia), soja para Petrolina (Pernambuco) e milho para Caruaru (Pernambuco). Esses barcos retornavam a Pirapora trazendo pedra de cimento e minério de gipsita.[41]

No que concerne a arte, Pirapora dispõe de uma artesanato que, embora não seja diversificado, apresenta peculiaridades típicas da região, como as carrancas esculpidas rusticamente em madeira. As carrancas que se constituem em uma das mais significativas manifestações da arte popular brasileira, são figuras que podem ter características zoomorfas ou antropomorfas. Geralmente, são representadas de forma bizarra, espalhafatosa, tosca grosseira, demonstrando ferocidade. (PROCESSO, de Tombamento da Ponte Marechal Hermes. Histórico do Município de Pirapora, Belo Horizonte: IEPHA/MG, 1985, p.09).


Importante novamente salientar que, devido às constantes destruições das matas ciliares do rio São Francisco e seus afluentes, a profundidade de seu espelho d’água vem diminuindo de ano para ano, permitindo o surgimento de diversos bancos de areias, prejudicando a sua navegabilidade.

O município de Pirapora possui atualmente, uma população estimada em 56.229 habitantes, ocupando uma área territorial de 549,514 km2.[42] Economicamente se destaca na criação de gado bovino, galináceos, gado leiteiro e produção de abacate, banana, café, coco-da-baía, laranja, tangerina, mamão, manga e uva.[43] Seu parque industrial contava em 2008, com 16 empresas do setor metalúrgico, 8 do setor de minerais não metálicos e uma indústria do setor químico.[44]

POPULAÇÃO DE PIRAPORA
ANO
EDIFICAÇÕES
POPULAÇÃO
1837
44
240 Almas
1852
30 A 35
150
1875
36
-
1890
-
281
1910
130
600
1911
300
2.000
1918
1.150
4.500
1920
-
17.237
1925
-
22.643
1940
-
22.560
1950
-
28.282
1970
-
20.282
1953
-
A Cidade possuía cerca de 10.000 há.
1980
-
32.673
1991
-
46.351
1996
-
48.281
2000
-
50.300
2005
-
52.774
2007
-
51.636
2010
-
53.368
2015
-
56.229 Estimada
2016
-
55.285 - Estimada p/Fundação João Pinheiro
2017
-
55.475 - Estimada p/ Fundação João Pinheiro
2018
-
55.658 - Estimada p/ Fundação João Pinheiro
2019
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55.836 Estimada p/ Fundação João Pinheiro
2020
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56.008 - Estimada p/ Fundação João Pinheiro
        População do Município de Pirapora. Fonte: Diversas.




[1] a expressão Pirapora ou pira-poré pode ser traduzida como “peixe fora da água”, “pulo do peixe” ou “salto do peixe”.
[2] Os cariris pertencem ao tronco Macro-Jê e habitavam originalmente a região de Santana do Cariri, no Ceará, a Serra da Borborema, na Paraíba, a foz do rio São Francisco e o boa parte do norte da Bahia. ( SILVA, 1991, p.29)
[3] POHL, Johann Emanuel. Viagem no Interior do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, São Paulo: USP, 1976, p 319.
[4]cunha MATOS, Raimundo José da. Corografia Histórica da Provícnia de Minas Gerais (1837). Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1979, vol. I, pág. 143/145.
[5] souza, antônio Carlos da Silva. Pirapora, uma cidade média no Norte de Minas Gerais. Belo Horizonte: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Programa de Pós-Graduação em Geografia 2008, p.79
[6] SILVA, 2000, p.34.
[7] SILVA, 2000, p.35.
[8] SENNA, 1913, p. 657.
[9] Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de geografia e estatística -IBGE , 1959, Vol. XXVI p. 364.
[10] SILVA, 2000, p.51.
Em 5 de dezembro de 1908, o Jornal O Paiz informava que o Secretário das Finanças do Estado de Minas pediu ao Governo Federal para designar Benedicto dos Santos para fazer o levantamento do plano de uma cidade no porto de Pirapora, em terreno doado pela Companhia Cedro e Cachoeira. (Jornal O Paiz, 5 de dezembro de 1908, p.2,col.5).
[11] Em 1923, o distrito de São Gonçalo das Tabocas passa definitivamente a ter o nome do município: “Pirapora”. (História de Pirapora. Disponível em:< http://www.circuitoguimaraesrosa.com.br/novo/historico-de-pirapora/>. Acessado em: 27 de julho de 2016).
[12] (SILVA, 2000, p.47). Em julho de 1912, a Câmara da vila de Pirapora aprovou o Estatuto Municipal definindo contravenções e posturas no município. (Jornal O Pirapora, meses: julho a outubro de 1912).
[13] SILVA, 2000, p.48.
[14] SENNA, 1913, p. 651.
[15] Em 16 de julho 1912, empresários de Pirapora criaram a Companhia Fiação e Tecidos Piraporense, com capital de duzentos contos de réis. Infelizmente, a ideia não chegou a se concretizar. (SILVA, 2000, p.60).
[16] SENNA, Nelson de. Annuário Histórico Chorographico de Minas Geraes. Bello Horizonte: Imprensa Official, 1909, p. 406.

[17](SENNA, Nelson de. Annuário Histórico de Minas Geraes. Bello Horizonte: Imprensa Official, 1913, p.651/658).
[18] (O Jornal do Brasil, 30 de maio de 1910, p.4, col. 8). A pintura da Estação que “consta de um cardume de peixes de várias qualidades” foi realizada pelo funcionário da Rede Central Ferroviária, Emilio Meyer. (Jornal O Pharol, de 4 de junho de 1910, p.2).
A linha do ramal de Pirapora era de bitola estreita. Seguia o rio das Velhas passando por Belo Horizonte, Sete Lagoas e Curvelo.
[19] souza, Antônio Carlos da Silva. pirapora, uma cidade média no Norte de Minas Gerais. Belo Horizonte:, 2008, PUC, Programa de Pós-Graduação em Geografia, p.51. Disponível em: http://www.biblioteca.pucminas.br/teses/TratInfEspacial_SouzaAC_1.pdfp. Acessado em: 3 de junho de 2016.
[20] José Custódio Alves Lima foi diplomata e  inspetor do consulado brasileiro em Nova York nos anos 1920.
[21] As pedras fundamentais da ponte, e da sede da prefeitura foram inauguradas em novembro de 1911. (Jornal O Pirapora, 26 de novembro de 1911, p.1). o nome inicial da ponte seria “Ponte Independência”. Foi modificado à época da inauguração.
[22]BRASIL. ministério da Viação e Obras Públicas. Ministro José Pires do Rio. Relatório do anno de 1918 apresentado ao Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil no anno de 1918. Publicado em 1920, p.21,22.
[23](jornal O Paiz, 7 de maio  de 1923, p. 6. Disponível em:< http://memoria.bn.br/docreader/docreader.aspx?bib=178691_05&pagfis=11086&pesq=pirapora>. acessado em: 17 de junho de 2016). As obras foram paralisadas em 1914, devido às cheias do rio São Francisco e mais tarde devido a “pandemia da gripe”. (Jornal Minas Geraes, Bello Horizonte, 11 de novembro de 1922, p.2).
A comissão construtora da ponte foi comandada pelo engenheiro Demóstenes Rockert. (Jornal A Noite, 30 de junho de 1923 p.6). Apesar de inaugurada em outubro de 1922, a ponte só foi entregue ao tráfego em fevereiro de 1924. (Jornal A Noite, 18 de fevereiro de 1924, p.6).
[24] Estações Ferroviárias. Pirapora. Disponível em: <http://www.estacoesferroviarias.com.br/efcb_mg_ramais/pirapora.htm>. Acessado em; 11 de março de 2016.
[25](DINIZ, Ivaldo Fróis. Contribuição da Ferrovia para a Urbanização: 1908-1950. Alguns apontamentos sobre o Norte de Minas. Montes Claros, Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, Programa de Pós-Graduação em desenvolvimento Social- PPGDS, março de 2012, p. 85 a 88).
Em 1944, estava, e, andamento as obras de prolongamento das linhas da Central do Brasil até Montes Claros, no ramal de Pirapora com a intenção de ligar às outras estradas de ferro do Norte do país. (Jornal do Brasil, 23 de junho de 1944, p.6).
Na década seguinte – em 1951 – o Governo Federal autorizou o projeto orçamentário para a construção do primeiro trecho de ligação ferroviária Pirapora a Formosa, numa extensão de 94.900 quilômetros. (Jornal do Brasil, 21 de julho de 1951, p.6).
[26] A CIVP vinculada ao grupo empresarial carioca Trajano de Medeiros foi criada em 1917. (SILVA, 2000, p.55)
[27] Na verdade a usina começou a funcionar em 1914, mas foi inaugurada somente no ano seguinte. (SILVA, 2000, p.55). Importante salientar que o abastecimento de água potável na parte urbana da cidade de Pirapora foi inaugurada anos antes - em abril de 1913 – empreendido pelo industrial José Sans. (SENNA,1913, p. 655).
[28] SILVA, 2000, P.65.
[29] SILVA,2000, p.51 a 52.
[30] DINIZ, 2012, p.95.
[31] SILVA,2000, p.51 a 52.
[32] Em 1878, o Vapor Presidente Dantas fez cinco viagens financiadas pelo Império transportando migrantes. (PAULA, 2012, p.3).
[33] souza, 2008, p.82
[34] SILVEIRA, 1926, p.615.

[35] REVISTA da Producção. Bello Horizonte, V. 1, n. 7, setembro de 1937, p. 67.
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[36] SILVA, 2000, p. 125.
[37] INVENTÁRIO, 2015, p.29.
[38] jORNAL do Brasil, 11 de março de 1952, p.9.
[39] SILVA, 2000, P.154.
[40]SOUZA, Antônio Carlos da Silva. Pirapora, uma cidade média no Norte de Minas Gerais. Belo Horizonte: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – Programa de Pós-Graduação em Geografia, 2008, p.53/54. Disponível em:< http://www.biblioteca.pucminas.br/teses/TratInfEspacial_SouzaAC_1.pdf>. Acessado em : 15 de março de 2016.
[41] Apenas quarenta anos antes – 1940 – haviam 30 vapores em circulação no rio São Francisco. Em 1981 foi criado o “Porto de Pirapora”. (SOUZA, 2008, p.82).
[43]IBGE, dados de 2014. Disponível em:< http://cidades.ibge.gov.br/painel/painel.php?codmun=315120>. Acessado em: 14 de março de 2016.
[44] SOUZA, 2008, p.54.

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