CINE METRÓPOLE - REVISITANDO A TRAJETÓRIA DE UM ESPAÇO CULTURAL
Autor: Carlos Henrique Rangel
CINE METRÓPOLE - REVISITANDO A TRAJETÓRIA DE UM ESPAÇO CULTURAL
Autor: Carlos Henrique Rangel
PATRIMÔNIO CULTURAL E COMUNIDADES:
O que é percebível desde que se
fala em proteção do patrimônio cultural, é que sempre é mais fácil para as
instituições, fingirem que ouvem as comunidades.
Afinal, dá trabalho ouvir gente e
sempre incomoda a quem se acha dono da verdade.
O autoritarismo e a prepotência
sempre imperou, mesmo quando o discurso parecia dizer o contrário.
Atitudes individualistas
esporádicas também sempre ocorreram, mas eram o que eram: atitudes isoladas que
não conseguiam criar escola e se perdiam no grosso dos trabalhos das
instituições.
Não estou sendo cruel ou critico
demais.
Essa é a verdade.
Basta ver em que deram as
tentativas de projetos e programas de educação patrimonial (alguns muito bons)
que nunca criaram raízes, sendo substituídos por atividades burocráticas para
inglês ver.
Infelizmente, os municípios seguem
o mesmo caminho - com raras exceções.
Isso só vem piorando a medida que o
profissionalismo apaixonado vai dando lugar ao profissionalismo carreirista,
frio, acomodado e burocrático que está
contaminando todas as ações das
instituições.
SOBRE AS COISAS DE LEMBRAR:
Lidar com patrimônio cultural é lidar com a Vida acontecendo.
É entender, identificar e prestigiar o pertencimento de cada um de nós a um
espaço/momento que só existe porque está intimamente ligado ao que passou
retratado no que ficou de material e imaterial.
Cada um de nós, consciente ou inconscientemente, está sempre se remetendo a
esses resquícios lembradores, para ser no Agora acontecendo.
Há os que intelectualizam essa relação de forma sábia e quase fria.
Há os que a romantizam povoando-a de emoções e sentimentos de forma sábia
e quente de paixão.
Há também aqueles que a ignoram, mentindo a si mesmos, fingindo uma
independência vivencial inexistente.
Mas, nenhum ser humano consegue ser indiferente às "coisas de
lembrar".
Seria um suicídio existencial. Somos seres humanos porque lembramos.
O passado toca a todos indiscriminadamente, em maior ou em menor grau.
(Carlos Henrique Rangel).
O PROGRAMA EDUCAÇÃO MEMÓRIA E CIDADANIA
De 2007 a 2010, a
Diretoria de Promoção do IEPHA/MG, Gerência de Difusão sob o comando da gerente
Adriana Quirino, desenvolveu um grande programa de educação patrimonial -
“Programa Memória e Cidadania” – cujos pilotos aconteceram em 2007 nas cidades
de Paracatu e em seguida, em 2008, Pitangui, envolvendo comunidades
quilombolas, associações de bairros, Conselho Municipal do Patrimônio,
Secretaria Municipal de Educação, Secretarias Municipais de Cultura, entidades
públicas e privadas diversas e escolas estaduais e municipais.
O foco central era o
desenvolvimento de projetos de Educação Patrimonial elaborados em conjunto
entre os vários seguimentos da sociedade local nas oficinas ministradas pelos
técnicos do IEPHA.
Nos anos 2008 a 2010 o
projeto atingiu as cidades de Entre Rios, Jeceaba, São Brás do Suaçuí,
Pirapora, , Sacramento, Berilo e novamente a cidade de Pitangui.
Paralelamente nos anos 2008 e 2010 foram realizadas atividades do projeto com as escolas tombadas de Belo Horizonte, que contemplou as escolas estaduais, Barão do Rio Branco, Barão de Macaúba, Olegário Maciel, Afonso Pena, Instituto da Educação e D. Pedro II.
OS PROJETOS REALIZADOS
- Projeto em Paracatu –
2007/2008.
- Projeto em Pitangui –
2008/2009.
- 2009 – Trabalho com
os alunos do “Projovem” vinte e quatro professores e alunos envolvidos.
- Projeto Escolas
Tombadas 2008 a 2010.
- Projeto em Entre
Rios, São Brás e Jeceaba – 2008.
- Projeto em Pirapora – 2009.
- Projeto em Sacramento
– 2010.
- Projeto em Sabará /Ravena e Berilo – 2010.
1 - Os objetivos dos
projetos:
- Promover a
sensibilização cultural através de ações junto às comunidades (palestras,
cursos, cartilhas e boletins), para que absorvam os conceitos e conheçam a
realidade local com relação ao Patrimônio Cultural e possam desenvolver
coletivamente ações para valorização e preservação das produções culturais em
conjunto com o IEPHA/MG.
- Estimular a
apropriação e o uso, pela comunidade, do Patrimônio Cultural que ela detém.
- Estimular o diálogo
entre a sociedade e os órgãos responsáveis pela identificação, proteção e
promoção do Patrimônio Cultural, propiciando a troca de conhecimentos
acumulados sobre estes bens culturais.
- Levar as questões
relativas à preservação do patrimônio Cultural para dentro das escolas,
contribuindo para que o corpo docente atue como agente multiplicador.
- Incentivar a
participação das comunidades nas decisões referentes à preservação
revitalização e conservação dos marcos culturais.
- Estimular a
autoestima dos vários segmentos sociais através da valorização e reconhecimento
de suas produções culturais.
- Propiciar o
fortalecimento da identidade cultural individual e coletiva.
- Promover o estudo e a
compreensão da cultura local, destacando sua importância e sua singularidade.
- Promover o estudo
sobre os bens culturais e seus problemas, buscando soluções.
- Incentivar atividades
que ampliem a participação de diversos segmentos da comunidade visando ao
prosseguimento das ações do projeto.
- Promover a participação
das comunidades nas atividades a serem desenvolvidas pela instituição.
- Tornar acessível, aos
indivíduos e aos diferentes grupos sociais, os instrumentos e significados.
- Experimentar e
desenvolver metodologias de Educação Patrimonial, que permitam um processo
contínuo de conhecimento e compreensão e avaliação dessas ações.
- Promover a produção de novos conhecimentos sobre a dinâmica cultural e seus resultados, incorporando-os às ações de identificação, proteção e valorização do Patrimônio Cultural no nível das comunidades locais e das instituições envolvidas.
2 - O trabalho
consistiu das seguintes etapas:
2.1 - Etapas
Preliminares: Definição das ações a serem desenvolvidas.
2.2 - Etapa I:
Definição da área de atuação /público-alvo e cronograma.
2.3 - Etapa II:
Contatos e Divulgação.
As oficinas teriam
duração de 16 horas com exposição de conceitos, dinâmicas de grupo, visitas
orientadas a locais pré-determinados com mapas e folhas didáticas contendo
exercícios para serem realizados em campo e a elaboração em conjunto de
projetos a serem desenvolvidos nas escolas e nas comunidades.
O destaque nos
exercícios da Visita Orientada são as folhas com detalhes de edificações
situadas ao longo do trecho a ser percorrido, para serem descobertos e
identificados pelos participantes da oficina.
O exercício tem como
objetivo estimular a percepção do espaço, muitas vezes ignorado no cotidiano.
Na conclusão das
oficinas, os participantes eram divididos em grupos de acordo com suas
afinidades profissionais para que desenvolvessem projetos de Educação
Patrimonial conforme a metodologia aplicada pelo IEPHA.
Esses projetos seriam
posteriormente, monitorados pelos técnicos do IEPHA.
2.6 - Etapa V:
Conclusão dos trabalhos:
2.7 - Etapa VI:
Relatório Final.
CONCLUSÃO:
O grande diferencial
deste Programa foi a descentralização e a efetiva liberdade de atuação e
criação dos projetos de Educação Patrimonial pelos agentes culturais
envolvidos, permitindo o surgimento de quatro a cinco projetos por cidade ou
escolas tombadas.
Esse Programa, assim
como outros similares, após 2010 não teve continuidade apesar do seu sucesso em
todos os projetos executados. Esse é o grande problema: A falta de continuidade
devido a mudanças de gestão ou de direção.
Quem sabe um dia a
Educação Patrimonial aconteça como realmente deve acontecer.
Os projetos e mesmo o
Plano de Educação Patrimonial, continuam colocando os óculos dos técnicos e dos
professores/multiplicadores, nos olhos do público-alvo (em sua maioria
crianças).
Esquecem que o grau
deles é outro.
Ou seja: Educação
Patrimonial não é vomitar conceitos e visões pessoais na cabeça dos envolvidos
e sim dar toques e lampejos que despertem os sentidos para que possam ouvir, cheirar,
tocar, sentir o bem.
Há mais de vinte e
cinco anos repito que os bens culturais falam.
E falam diferente para
cada um de nós.
A educação patrimonial
ou - Educação para o Patrimônio - é essa pílula sensitiva que vai acabar com a
miopia, com falta de sensibilidade na pele. Educar o olfato, retirar a cera dos
ouvidos e refinar o paladar dos participantes das atividades.
Então, eu continuo
repetindo o mantra tentando, com os meus parcos recursos intelectuais,
sensibilizar os agentes culturais municipais para criarem atividades que mexam
com os sentidos dos participantes para que recordem, lembrem e passem a ouvir o
que os bens culturais lhes têm a dizer sobre a sua coletividade e
principalmente a cada um deles. Há poucas atividades realmente originais, criativas
e interessantes. São sempre as mesmas. E não há continuidade ou aprofundamento.
Projetos surgem, duram
um período e desaparecem, nunca mais voltando ou continuando com a comunidade
envolvida.
Educação Patrimonial é
um processo lento e contínuo que deveria acontecer em sintonia com as
atividades escolares; na realização do Inventário de reconhecimento de bens
culturais; na elaboração de processos de Tombamento e Registro do Imaterial,
nas vistorias técnicas, nos projetos de restauro e revitalização.
Educação Patrimonial
deveria acontecer em todas as atividades culturais de uma comunidade,
trabalhando a identificação, reconhecimento, sensibilização, difusão e promoção
dos acervos detectados em conjunto com os envolvidos.
Uma revolução que devia
ser permanente, até que se torne tão natural como o respirar.
*Carlos Henrique Rangel.
PASTICHE OU A ETERNIDADE POSSÍVEL:
Não é
um retorno...
É um
novo começo com aparência do antigo.
Uma
reconstrução.
Nunca
uma restauração.
Se faz
bem ao ser humano fazendo-o lembrar... Que seja.
Essa é
a premissa: A exaltação da autoestima.
Do
sentir-se bem em si e em sua terra, seu mundo e seu grupo.
Mas
cada caso sempre é um caso.
Nada
retorna nessa existência.
Não
pisamos no mesmo rio duas vezes.
Nem o
rio é o mesmo e nem mesmo nós o somos.
Mas
reconheçamos a tentativa de eternidade no efêmero.
Da
continuidade do que se foi com a nova carinha velhinha em folha.
É essa
a eternidade possível.
Não há
volta...
Apenas
a tentativa de volta, que, em alguns casos, se torna uma paródia ridícula do
que foi.
A vida
é dinâmica por mais que a queiramos controlar usando nossos cabrestos
possíveis.
Que o
que tem que durar, dure o tempo em que for querido e desejado.
Enquanto
falar aos seus vivenciadores do presente como um presente do passado, sendo também
um acumulador de novas memórias, novas histórias e novas vivências.
Façamos
que esse durar seja longo, amplificando sua voz para que outros possam ouvi-lo.
"Apesar
de tudo o que fizemos", "o novo sempre vem".
Mas que
seja um novo melhor e para o melhor, respeitando o que ficou.
*Carlos Henrique Rangel.
ANTES
Antes de pensarmos em reconstruir, pensemos em preservar,
conservar, manter, utilizar, revitalizar.
Antes de lamentarmos as perdas, evitemos as perdas.
Tentemos entender o que levou à perda.
Sim... Há razões óbvias: Guerras, catástrofes naturais,
decadência econômica.
Mas há também a desconexão entre a população e o bem
devido à alienação da população com relação aos bens culturais, à ganância dos
poderosos, à mudança de valores culturais.
Há também o enfraquecimento das instituições de proteção
com suas inevitáveis e acomodadas hipocrisias preservacionistas e suas
cegueiras elitistas, administrativas e preventivas.
Então, antes de pensarmos em reconstruir devemos focar
nossas atenções nas soluções do que pode ter solução, investindo na Educação,
na promoção, na prevenção, reutilização e fiscalização.
*Carlos
Henrique Rangel.
TRABALHO DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL COM BEM CULTURAL
IMATERIAL
TEXTO BASE:
ENTENDENDO O OUTRO
Vivendo em grupo por necessidade e sobrevivência,
o ser humano cedo necessitou de símbolos e códigos para se fazer entender e
compreender o seu mundo e os seus iguais. Essa necessidade do outro e a
convivência com este, só foi possível através de um consenso coletivo para se
entenderem em relação a tudo. Desde as pequenas coisas como a nominação de um
objeto, às regras de convivência.
Se esse consenso se deu através de lideres
carismáticos ou autoritários ou mesmo de forma democrática, essa não é a
questão. O fato é que, o consenso existiu para que fosse possíveis a
convivência em grupo e a adaptação a um espaço determinado.
A identidade desse grupo será definida pelo
consenso. Pela crença em valores assimilados por todos ou pelo menos a maioria
dos membros do grupo. Os que não aceitam as regras do grupo são excluídos e se
tornam os “outros”.
Também esses, denominados “outros” são necessários
para a formação da identidade do grupo e a consolidação de suas crenças,
costumes e ideais. A identidade de um ser ou de um grupo é definida pela
contraposição à identidade de outro. O outro indivíduo, grupo, comunidade ou
nação será sempre a referência até mesmo para o fortalecimento da identidade.
Ao mesmo tempo, uma comunidade por mais homogênea
que seja sempre terá grupos discordantes – “os outros” que também possuem
identidade própria, cultura própria, mesmo que identificados de uma forma geral
com o grupo dominante.
Essa minoria dentro de uma comunidade maior ainda
assim é parte desta e merecem respeito quanto a sua memória, identidade e suas
produções culturais.
O outro que me acompanha e que produz cultura
comigo, o que permite a diversidade cultural merece ser reconhecido, respeitado
e valorizado como parte do grupo maior.
Numa sociedade consensual a diversidade deve ser o
consenso para que a o grupo se renove culturalmente e sobreviva com a
autoestima valorizada e fortalecida.
Esse outro, também ele é parte do grupo e mesmo o
outro culturalmente diferente, aquele de outro grupo/nação, também esse merece
respeito.
Ser diferente não é ser pior ou melhor.
É apenas diferente.
Outra
forma de ser e de se relacionar com o mundo e seus lugares.
O outro é o meu céu e meu inferno.
É o
meu contraponto.
O outro sou eu diferente.
Carlos Henrique Rangel
Historiador/Agente Cultural
TRABALHO DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL:
Partindo do princípio de que o outro somos nós diferentes,
vamos tentar entender o que é o Congado.
Mas para entender o Congado e os outros que o vivenciam e
festejam temos que entender inicialmente, quem somos.
Esse planeta em que
vivemos é formado de coisas e seres.
Estamos aqui e sabemos que
fazemos parte da humanidade.
Eu, que sou parte da
humanidade tenho consciência de quem sou.
Serei o único ser que sabe
de si?
Eu sei que sou único e
diferente dos outros seres do mundo e dos outros humanos.
E essa diferença me
identifica.
A nossa identidade é
construída todos os dias e, no entanto, antes que fossemos ela já existia.
O embrião de parte do que sou
já existia em meus antepassados.
Essa construção diária do
que sou sofre influências também do meio onde vivo.
O que sou está no passado,
no presente e nos espaços que me rodeiam.
Sou influenciado pelos
lugares, sua fauna e flora e pelos outros seres humanos.
O que sou eu aprendi e
construí com os meus e guardo em minha memória e em lugares da memória.
EXERCÍCIO 1:
Conceitos (a serem
trabalhados dentro de sala de aula pelos professores)
Público-alvo: alunos do ensino fundamental e ensino médio.
1 – Quem é você?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
2 – Por que tem esse nome? O que ele significa? De onde veio?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
3 – Quem te deu o nome e por quê?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
4 – Quem são seus pais?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
5 – Onde nasceram? Quando nasceram?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
6 – Onde estudaram?
_____________________________________________________________________
7 – Qual a profissão de seus pais?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
8 – Quem são seus avós maternos e paternos? Qual a idade deles?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
9 - Qual a profissão de seus avós?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
10 – Quantos tios têm seus pais? Identifique seus nomes e
idades.
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
11 – Quantos irmãos têm seus pais? Identifique seus nomes e
idades.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
12 – Como seus pais se conheceram?
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
13 – Onde moraram depois que se casaram?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
14 – Onde você nasceu?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
17 – Quantos irmãos você tem? Informe o nome e a idade deles.
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
19 – Onde você mora? Há quanto tempo mora no local?
______________________________________________________________________
20 – Quantas pessoas moram na casa e quem são?
______________________________________________________________________
EXERCÍCIO 2
OS TRABALHOS SERÃO EXPOSTOS
NA SEMANA DO PATRIMÔNIO CULTURAL
2 – Faça uma pesquisa
sobre a cidade ou bairro onde seus pais nasceram.
OS TRABALHOS SERÃO EXPOSTOS
NA SEMANA DO PATRIMÔNIO CULTURAL
3 – Recolha junto a sua
família, fotos e objetos antigos que pertencem a sua família.
OS TRABALHOS SERÃO EXPOSTOS
NA SEMANA DO PATRIMÔNIO CULTURAL
4 – Fazer uma linha do
tempo desde o seu nascimento até o hoje, localizando acontecimentos importantes
da sua vida, da sua cidade, do país e do mundo.
OS TRABALHOS SERÃO EXPOSTOS
NA SEMANA DO PATRIMÔNIO CULTURAL
Exemplo de árvore
genealógica:
Deve ser feita também uma
árvore Genealógica materna.
EXERCÍCIO 3:
Conceitos (a serem
trabalhados dentro de sala de aula pelos professores)
Matérias: HISTÓRIA e GEOGRAFIA
Público-alvo: alunos do
ensino fundamental e ensino médio.
1 – O que é lembrança?
_______________________________________________________________
2 – Por que lembramos?
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
3 – Qual a sua mais antiga
lembrança? O que aconteceu? Quando aconteceu?
Por que você lembra?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
4 - Você lembra de tudo
que aconteceu com você? Por quê?
______________________________________________________________________________________________________________________________
6 – Como você faz para
lembrar?
______________________________________________________________________________________________________________________________
7 – Existem lembranças que
são coletivas. Dê um exemplo de uma lembrança de sua família que não é só
sua.______________________________________________________________________________________________________________________________
8 – CAÍXAS DE MEMÓRIA
- Arrume uma caixa de papelão
e deposite nela os objetos que são importantes para você. Em sala de aula você
explicará por que eles são importantes. - Faça uma outra caixa com objetos
pessoais da sua família que se relacionam com fatos e acontecimentos.
- Agora, em grupo, vamos
fazer uma caixa da memória do nosso bairro.
Então nos conhecemos um pouco.
Vamos nos conhecer um pouco mais...
E aos outros.
EXERCÍCIO 4:
Você
já se encontrou em algum lugar?
Uma
pessoa igual a você? Igual mesmo?
Filho
dos mesmos pais, nascido no mesmo dia, mesma hora, e lugar?
Não.
Não estou falando de irmão gêmeo porque nem os irmãos gêmeos são totalmente
iguais.
Estou
falando de alguém igual mesmo.
Por quê?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Pois é.
Seu pai pode te pagar uma viagem ao redor do mundo
para que você se procure e te garanto que você não vai encontrar essa pessoa
igual a você.
Sabe por quê?
Ela não existe.
Todos somos diferentes.
Se somos todos diferentes, qual a razão para
ignorarmos os outros?
Para pensar que somos melhores?
Que gostar de sorvete é melhor do que gostar de
refrigerante ou de bolo?
Você pode gostar de sorvete e eu de bolo.
Um outro colega pode não gostar de nenhum dos dois.
E vai ter um colega que gosta dos dois.
Que está certo? Quem está errado?
Resposta:________________________________________________________________________________________________________________
Por quê?
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
EXERCÍCIO 5:
Entendendo que somos todos
diferentes em maior ou menor quantidade, vamos conhecer uma festa diferente?
Você sabe o que é o
Congado?
Se você respondeu
“sim” me diga o que é:
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Se você respondeu “não”
vamos tentar descobrir juntos:
1 – Você já viu o
Congado em ação? Onde e quando?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
2 – O que você
pensou quando viu? Teve curiosidade em saber o que era?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
3 - O que mais te
chamou a atenção no grupo de Congado? Por quê?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
4 – TRABALHO EM
GRUPO:
A - Vamos procurar mais informações sobre o Congado.
Pesquise na internet a respeito.
Quando surgiu? Como é formado?
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Agora
vamos entender o Congado da nossa cidade. Entreviste um membro do Congado
(anote o nome, idade e função do entrevistado e a data em que foi ouvido).
PERGUNTE:
A – O Congado tem sede? Qual o seu endereço?
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B – Como é formado o Congado ?
C – Como se divide e qual a função dos membros? Faça um
Quadro com as divisões e funções dos grupos e quantidade de membros.
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
D - Procure saber como é a roupa do(s) grupo(s) de Congado? Por
que são desta cor e forma?
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E – Em quais festas o Congado se
apresenta?
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F – Qual a festa mais importante em que se apresenta?
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G - Qual o trajeto do Congado nesta fessta? Desenhe em uma
cartolina o caminho que faz.
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H – O que é o
Encontro de Congados?
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
I - Faça uma relação dos instrumentos musicais e objetos
usados pelo Congado?
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J – Pergunte ao membro do congado porque ele acha que o
Congado é importante.
K – Tire fotos do entrevistado e de algumas roupas e
instrumentos /objetos mais importantes para montar uma exposição.