PROTEUS EDUCAÇÃO PATRIMONIAL 22 ANOS

PROTEUS EDUCAÇÃO PATRIMONIAL 22 ANOS

terça-feira, 28 de setembro de 2010

INVENTÁRIO

PORTARIA DO IEPHA/MG

 Nº 29, DE 30 DE SETEMBRO DE 2008


Disciplina, no âmbito do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado de Minas Gerais – IEPHA/MG –, a execução do Inventário de Proteção do Acervo Cultural do Estado de Minas Gerais – IPAC/MG.
O Presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado de Minas Gerais – IEPHA/MG -  no uso das atribuições, e tendo em vista o disposto nas Leis Delegadas nº 81, de 29 de janeiro de 2003 e nº 149, de 25 de janeiro de 2007, c/c art. 11, I, do Decreto 44.780/2008, de 16 de abril de 2008,
RESOLVE:
Art. 1°  O Inventário de Proteção do Acervo Cultural de Minas Gerais – IPAC-MG – insere-se no contexto das medidas administrativas de proteção ao patrimônio cultural, e corresponde à atividade sistemática e permanente de pesquisa, identificação e documentação, desenvolvida conforme planejamento estabelecido pela Diretoria de Proteção e Memória do IEPHA/MG, visando ao cadastramento de bens culturais.
Art. 2º  A execução do IPAC-MG no âmbito do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado de Minas Gerais – IEPHA/MG – observará as normas estabelecidas nesta portaria.
Art. 3º  O IPAC-MG tem por finalidades:
I - identificar o patrimônio cultural do Estado de Minas Gerais, observando a diversidade cultural existente em todo o território do Estado.
II - promover o acesso ao conhecimento e à fruição do patrimônio cultural mineiro;
III – fornecer suporte a ações administrativas e legais de competência do poder público na área do patrimônio cultural;
IV – estabelecer, quando necessário, diretrizes de proteção e conservação relativas aos bens culturais inventariados;
V – subsidiar ações de educação patrimonial;
VI – inibir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico e cultural;
VII - possibilitar a localização de bens culturais de interesse de preservação para fins de licenciamento;
VIII - fornecer suporte às ações de identificação e restituição de bens culturais desaparecidos;
IX – dar suporte à gestão e manejo do território;
X - mobilizar e apoiar a sociedade civil na salvaguarda do patrimônio cultural;
Art. 3°deg.  Serão observadas as diretrizes e prioridades previstas no Plano Estadual de Inventário, que deverá ser revisto a cada dez anos.
§ 1º - As áreas a serem inventariadas serão definidas por regiões em função do patrimônio cultural do Estado, observando-se a sua diversidade cultural.
§ 2º - Na definição das prioridades deverá se observar as ações de proteção, conservação e promoção da Instituição, bem como as fragilidades regionais que possam significar ameaça à identificação das dinâmicas culturais existentes.
§ 3º - O Plano Estadual de Inventário deve indicar as formas de participação dos municípios representados por seus agentes culturais e sociedade civil interessada na execução do IPAC-MG.
Art. 4º  O cadastro de bens culturais seguirá classificação apropriada à contextualização de cada bem inventariado em seu meio cultural e à inter-relação entre eles, destacando-se as seguintes categorias:
I - Patrimônio imaterial, incluindo os saberes e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades; as celebrações – rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social –; as expressões – manifestações literárias, musicais, plásticas, cênicas e lúdicas –, os lugares, os falares e tantos outros quantos houver;
II - Patrimônio natural, compreendendo também os sítios espeleológicos e paleontológicos;
III - Patrimônio arqueológico;
IV - Núcleos e conjuntos urbanos, compreendendo traçados e conjuntos urbanos, tipos de ocupação das edificações no lote e em relação ao arruamento e em função de referenciais geográficos e de redes de comunicação (rios, serras, ferrovia, caminhos, conjuntos de devoção religiosa e romarias, etc.);
V - Estruturas arquitetônicas e urbanísticas – compreendendo as edificações, estruturas e equipamentos urbanísticos e culturais, vestígios arqueológicos, obras de arte e contenções em caminhos;
VI - Bens integrados – arte aplicada à arquitetura e aos espaços livres e públicos;
VII - Bens móveis;
VIII - Acervos arquivísticos, museográficos e artísticos – sempre considerados em seu conjunto, compreendendo a identificação de acervos, fundos e coleções.
§ 1 - Quando se tratar de conjunto de edificações de arquitetura civil, residencial, comercial e serviços, o inventário deverá destacar minimamente as particularidades de cada unidade.
§ 2 - Quando se tratar de conjunto de obras de pintura de um artista ou tema e de conjunto de documentos que tenha a mesma tipologia e represente um mesmo assunto, o inventário pode reunir as informações mínimas de identificação e descrição do conjunto da obra ou coleção em forma de catálogo.
§ 3 – No caso de inventário de objetos isolados, existentes nos acervos de que trata o inciso VIII, a categoria adotada será a de bens móveis.
Artigo 5º - São fontes de pesquisa imprescindíveis à identificação de bens culturais a serem inventariados:
I – inventários municipais;
II – fontes históricas, com destaque para documentos administrativos, eclesiásticos, cartoriais, pertencentes a irmandades e associações leigas e iconográficos – cartografia, fotografia, entre outros;
III - fontes bibliográficas;
III – fontes orais e audiovisuais;
IV – legislação urbanística, no caso de núcleos e conjuntos;
V – legislação e atos administrativos relativos aos bens culturais, quando existentes em âmbito municipal e federal.
Artigo 6º - As fichas de inventário devem conter os campos de informação necessários para identificar, localizar e descrever as principais características e valores materiais, históricos e simbólicos do bem cultural.
§ 1  O armazenamento das informações contidas no IPAC-MG se dará por meio de cadastramento em banco de dados digital.
§ 2  A consulta aos inventários será facilitada, podendo ser adotados mecanismos de controle de informações consideradas sigilosas, visando à segurança e vigilância dos bens inventariados.
Artigo 7°  A equipe responsável pela execução do IPAC-MG deverá ter composição interdisciplinar, de acordo com as categorias a serem inventariadas.
§ 1º  As fichas de Patrimônio Arqueológico e Espeleológico devem imperativamente ser elaboradas por arqueólogos e espeleólogos, respectivamente.
Artigo 8º  A equipe de execução do IPAC-MG deverá contar com a colaboração da sociedade civil interessada e poderá estabelecer parcerias com entidades públicas ou privadas, pessoas físicas ou jurídicas, sob a supervisão desta Fundação.
Artigo 9º  A atualização do IPAC-MG se fará com a complementação das fichas com informações recentes sobre os bens inventariados e com a inclusão de novos bens culturais.
Artigo 10. O IEPHA/MG divulgará anualmente, ao final de cada exercício, a relação completa dos bens inventariados cadastrados, contendo as informações de denominação e localização.
Artigo 11. Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Belo Horizonte, 30 de setembro de 2008.
CARLOS ROBERTO NORONHA

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

CONCEITOS


AS VOZES
Autor: Carlos Henrique Rangel

Ouçam as vozes das coisas
pois as coisas falam...
SILÊNCIO!
Aprenda a ouvir
o que dizem as casas...
e essas ruas...
e essas igrejas...
e essa carteira de escola...
Olha como o silêncio
Não há.
As coisas te gritam
O que você não lembra...
E você ouvirá
Se quiser lembrar.

Deixa eu te ouvir
Coisa que fala.
Conte-me o que esqueci
Humano que sou...
Ensina-me sua língua
Para que eu seja mais Homem.
Que sua sabedoria
Feita de coisas de homens
Me faça mais...

Ouçam as vozes das coisas...
Silêncio...
Silêncio...
Estão ouvindo?



FALAS
Autor: Carlos Henrique Rangel

Que sejas de ouro e pedras preciosas...
Que sejas obra prima de mestre inigualável...
Se não me disseres nada,
Sinto muito...
Nada será aos meus olhos,
Aos meus ouvidos...
Aos meus sentidos.
Só o que conheço posso entender...
Só o que entendo posso respeitar...
Se não sei de você,
Se não me falas um nada,
Que te importas a mim?
Digas-me o meu mundo
E te farei meu.
Falas a mim...
Falas de mim...
Assim me serás caro
Por que serei
Se tu fores para mim.


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

CONCEITOS

SOBRE O RIO E AS COISAS DO RIO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Vejo coisas no rio.
Coisas que foram no passado...
São sombras do que foram
Mas são mais...
O rio que guarda as coisas
Que parecem do passado
Também ele não é passado
Posto que passa e novo sempre é.

As coisas que foram
E deixaram de ser o que eram
Novas coisas são...
São os Homens que significam as coisas
E elas serão o que o Homem quiser.

Mais que história das coisas
Ou histórias nas coisas,
Importam os homens por trás das coisas.
E as coisas que não são
Por iguais que pareçam
Passam a ser por que são únicas.
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Se fosse possível às coisas terem almas próprias, elas seriam como os seres humanos?
Teriam vontades próprias? Memórias próprias?
Eu as prefiro como são: caixas de memórias. Suportes de lembranças de Homens.
Tagarelas de memórias humanas.
Coisas que falam de Homens de todos os tempos: do passado e do presente simultaneamente.
Instrumentos de lembrar...
E serão mais valiosas as coisas que mais se fizerem ouvir.
Que mais falarem aos Homens sobre os Homens.
Os homens que as fizeram,manusearam,usaram, vivenciaram.
Pois então,
As coisas têm almas sim. E memórias.
Almas de Homens. Memórias de Homens.
Que bom que seja assim.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

PATRIMÔNIO CULTURAL - TEXTOS

A PRESERVAÇÃO REVISTA
Autor: Carlos Henrique Rangel

Para viver e sobreviver no mundo, os seres precisam se adaptar aos espaços/lugares do mundo.
Os animais se relacionam com os lugares biologicamente, se moldando lentamente ao clima e ambiente. Tornam-se perfeitamente aptos para viver nos espaços que escolheram como lar.
O lugar se torna seu habitat sua morada definitiva e única.
E esse ser não poderá viver em outro lugar a não ser que seja um lugar muito parecido com o seu lugar de origem.
Sua história está vinculada, moldada no espaço que o construiu e adaptou.
O Homem, também é um ser adaptado biologicamente, mas não só.
Obrigado a viver em grupo para sobreviver o Homem criou mecanismos de comunicação para poder transmitir conhecimentos, idéias e descobertas: gestos e sons que se somam e formam sílabas, palavras e significados.
Esses códigos dizem algo. Passam algo. Transmitem algo.

“Os homens estavam por natureza desprovidos de meios para viver isoladamente, (...) é a necessidade que os obriga a juntar-se uns aos outros, a inventar a vida social em conjunto”
Jâmblico, filósofo Sofista

O Homem se adapta ao lugar culturalmente.
Percebeu cedo que precisava do outro. Precisava compartilhar com o outro o seu conhecimento e suas experiências para continuar no mundo.
O lugar o molda, mas também é transformado por ele. O lugar é domesticado, trabalhado por ele.
Cedo o Homem percebeu o seu mundo e descobriu que ao contrário dos animais, precisa se adaptar aos lugares transformando-os.
Não possui peles fortes para protegê-lo do calor ou do frio. Não possui garras para matar ou rasgar os alimentos.
Para sobreviver às constantes mudanças climáticas do meio ambiente o Homem necessita criar peles artificiais tiradas dos outros animais. É necessário cria garras artificiais como pedras pontudas ou paus trabalhados para ferir e nocautear os animais/caças e os inimigos, os “outros”. E todos esses artifícios estarão sempre em constante evolução para uma melhor adaptação ao meio.
O Homem produz cultura. O único ser a fazê-lo. E cultura é essa soma de modos de ser, fazer e se relacionar com os espaços/lugares, utilizando o que o meio tem a lhe oferecer para sobreviver. Se há pedras, fará abrigos de pedra. Se há apenas terra, a casa será de barro. Se há gelo, que seja de gelo o abrigo a protegê-lo.


Cultura
Conjunto de atividades e modos de agir, costumes e instruções de um povo, meio pelo qual o homem se adapta às condições de existência, transformando a realidade.
Cultura é um processo em permanente evolução, diverso e rico.
É o desenvolvimento de um grupo social, uma nação, uma comunidade, fruto do esforço coletivo pelo aprimoramento de valores espirituais e materiais.

Ao contrário dos animais. Que naturalmente se molda aos lugares. O Homem precisa aprender. Não se nasce com cultura. É necessário aprender a cultura do grupo.
Os modos de ser de acreditar de se relacionar com o outro. Cultura se aprende.
Então cultura está relacionada com o passado. Com o que foi vivenciado no passado e que deve ser transmitido para que continue e ajude o grupo a se perpetuar no mundo.
Cultura está relacionada com lembrança e com a memória e define a identidade do grupo.
A Cultura está em gestos e ações dos Homens. É um fazer portador de sentidos.
E os produtos culturais são conseqüências deste fazer, deste agir.
A importância cultural é dada pelos atores deste fazer.

IDENTIDADE
Tudo aquilo que diferencia e que identifica
o homem, um grupo social, político, étnico, religioso, etc, em relação ao Outro.
São as ações do homem para viver em sociedade ao longo da história e do dia a dia.


Minha identidade é a soma do que lembro individualmente e em conjunto. Minha memória se faz com o meu passado e consequentemente molda a minha identidade.

Memória: Lembranças, reminiscências, vestígios.
Aquilo que serve de lembrança.

Todos nós temos lembranças. Só lembramos do que passou.

O Homem precisa aprender sempre para lembrar. Deve ensinar e transmitir para que outros possam lembrar e futuramente transmitir.
Mas a memória do homem é frágil e mutável. Constantemente é construída no presente. Nem tudo o Homem lembra e para isso é importante repetir e transmitir e também atribuir lembranças às coisas e lugares. Para isso é necessário qualificar as coisas e os lugares para que esses “falem” e sejam suportes da memória do indivíduo e do grupo.
Lembrar pode ser a diferença entre sobreviver ou perecer.
Para não esquecer eu guardo o que pode me fazer lembrar.
Posso escrever, posso documentar e posso incorporar valores e lembranças às coisas para que elas me façam lembrar.
O que sou está no passado, no presente e nos espaços que me rodeiam.
Sou influenciado pelos lugares e pelos outros seres humanos.
O que sou eu aprendi e construí com os meus
E guardo em minha memória.

MEMÓRIA
“Mais que apenas via de acesso ao passado, a memória é uma estrada para a compreensão do Eu”
(Cunha, João Paulo. Editor de Cultura do Jornal
Estado de Minas)


Todo ser humano é em um lugar. E nesse lugar deixa sua marca e sua essência, moldada e influenciada pelo lugar.
O Ser humano está no lugar. O lugar faz o Ser. O Ser também faz o lugar.
Então, a permanência de um grupo depende da sua cultura, que depende do lugar. Depende da memória de grupo e dos suportes da memória: os lugares que falam.
Essa produção cultural de um grupo é uma herança compartilhada.
Podemos herdar os bens culturais, mas não herdamos a sua compreensão.
Para compreender é preciso aprender, conhecer, vivenciar, apreciar.
Aquilo que eu compreendo e conheço, eu respeito.

“A espécie humana é a única que precisa
Ser educada” (Kant)



“Depois do pão, é de educação que o povo
Precisa” (Danton)

Onde tem gente tem cultura transplantada, recriada, reconstruída, adaptada, inovada e novamente criada.
Onde tem cultura tem bens culturais: materiais e imateriais produzidos pelo Homem para viver e sobreviver no mundo que o cerca.
Todo lugar de Homem...De muitos Homens produz cultura.
Cada ser humano carrega em si o seu mundo e sua cultura e é direta e indiretamente
transmissor, reprodutor,inovador e criador de cultura.

“A história social e pessoal, pode qualificar as coisas, os objetos, os lugares da casa, os lugares de um bairro. Até mesmo a natureza vira memória.”



(GONÇALVES FILHO, José Moura. 1991)

O que o Homem é está no passado, no presente e nos espaços que o rodeiam.
O Homem é influenciado pelos lugares e pelos outros seres humanos.
O que é aprendeu e construiu com os outros e guarda em sua memória e em suportes.
È por isso que o Homem guarda coisas. As coisas falam. Fazem com que se lembre do que aconteceu no passado e que precisa para continuar.
Algumas coisas, esses “bens”, falam só para um indivíduo ou para a sua família. Falam de coisas que vivenciou e de coisas e seres que quer lembrar.
Há outros bens que falam para o grupo/comunidade/nação e transmitem o conhecimento que necessitam para que possam sobreviver com dignidade e autoestima.

Esses são os “bens culturais”, produtos do processo cultural de um grupo e que são importantes não por serem históricos, artísticos ou arquitetonicamente únicos, mas por que são essencialmente suportes da memória do Homem.
O valor de um bem cultural está nessa capacidade de “falar” ao grupo tanto coletivamente como individualmente. Está impregnado de lembranças e dá sentido ao grupo e o diferencia de um outro. Esse bem só terá sentido para um grupo se for um suporte vivo de lembranças.
Esse bem precisa estar vivo no cotidiano do grupo para realmente falar a esse grupo.


“...o conceito de bem cultural extrapola a dimensão elitista, de "o belo e o velho".E entra numa faixa mais importante da compreensão como manifestação geral de uma cultura.



O gesto, o habito, a maneira de ser da nossa comunidade se constituem no nosso patrimônio cultural. (...)"
(Aloísio de Magalhães)

Preservar os bens culturais materiais e ou imateriais de grupo é manter a identidade deste, garantindo a sua continuidade. Mas isso só será possível se esse grupo continuar a “ouvir as vozes” dos bens culturais.
Ninguém nasce sabendo cultura e sempre será necessário ensinar o respeito às coisas que falam para podermos ouvir. É preciso romper a miopia cultural e aprende a escutar o que os lugares e os suportes da memória têm a dizer.

Só respeito o que conheço. Só preservo o que significa algo. Só protejo o que é caro à minha memória e sobrevivência.



quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ESPIRITO DO LUGAR

LUGAR
Autor: Carlos Henrique Rangel

No lugar da memória
Ou o seu plural
Está o que quero lembrar.
O meu lugar que pode ser também o seu.
Há lugares meus... Só meus...
Há lugares que são meus e de muitos.
Lugares que me fazem lembrar.
Que te fazem lembrar...

Naquele lugar está depositado
O que quero lembrar.
Muitas vezes o que não quero...
Há lugares móveis.
Há lugares imóveis.
Mas todos falam para mim
E de mim.
E dos meus... E para os meus.

Mas se existe o lugar
Também existe o não lugar.
O lugar da ausência.
O lugar do que não é mais.
O lugar do esquecimento.
Do que não quero mais...
Então, lembro que não lembro mais.
Lembro do que era e deixou de ser
E não será jamais.
O não lugar também é um lugar.

Há lugares vazios do que foi.
Prontos estão para novas memórias.
Todo lugar lembra.
Todo lugar fala...Mesmo quando não...
Serei eternamente dependente dos lugares
E os meus irmãos.

Todo ser é em um lugar
E nesse lugar deixa a sua marca
E sua essência,
Moldada e influenciada pelo lugar.
O ser está no lugar
O lugar faz o ser
O ser faz o lugar.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

PATRIMÔNIO CULTURAL - SITES E TEXTOS

PATRIMÔNIO CULTURAL - SITES

 
http://www.cult.ufba.br/enecult2009/19408.pdf


http://www.n-a-u.org/magnanisantanadoparnaiba.html


http://www.aprodab.org.br/eventos/congresso2008/teses/mariacbmanzato01.doc


http://www.nitnet.com.br/~rodcury/dissertacao/1_3-patrimonio.htm


http://www.ueginhumas.com/revelli/revelli1/numero_1/Artigo05.pdf


http://www.encontro2008.rj.anpuh.org/resources/content/anais/1213033194_ARQUIVO_ArtigoAnpuhRaulLanari.pdf


http://www.concinnitas.uerj.br/resumos12/viannaeteixeira.pdf


http://bdtd.biblioteca.ufpb.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=177

PATRIMÔNIO CULTURAL - SITES E TEXTOS

PATRIMÔNIO CULTURAL

http://www.rumoatolerancia.fflch.usp.br/node/2250


http://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_do_Patrim%C3%B4nio_Hist%C3%B3rico_e_Art%C3%ADstico_Nacional


http://www.vis.ida.unb.br/posgraduacao/eppg_arte/arte_temporalidade/textos_pdf/bonomo.pdf


http://www.museuhistoriconacional.com.br/mh-e-602.htm


http://www.arcos3000.com.br/arcos3000/index.php?option=com_content&task=view&id=47&Itemid=


http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/agosto/dia-do-patrimonio-historico-4.php


http://books.google.com.br/books?id=XdEQ9FMsXIsC&pg=PA150&lpg=PA150&dq=inspetoria+dos+monumentos+hist%C3%B3ricos+de+Minas+Gerais&source=bl&ots=2QPZ4aYBR6&sig=c0hD0qP4R8vZWFacrgVmuIDsPUk&hl=pt




http://www.usp.br/cpc/v1/php/wf07_revista_interna.php?id_revista=2&id_conteudo=8&tipo=5


http://books.google.com.br/books?id=ZknbXrqD8ZAC&pg=PA49&lpg=PA49&dq=inspetoria+dos+monumentos+hist%C3%B3ricos+de+Minas+Gerais&source=bl&ots=IlSu8R8KiL&sig=KFGRLDbzXbWP5cz1D6zwubb_6rU&hl=ptBR&ei=bo9ZTODtGsikuAf8ponICg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=7&ved=0CC0Q6AEwBg#v=onepage&q=inspetoria%20dos%20monumentos%20hist%C3%B3ricos%20de%20Minas%20Gerais&f=false

http://www.slideshare.net/biasette/teste-pdf


http://edmelander.blogspot.com/


http://patrimoniais.fotopages.com/?entry=1924308


http://www1.capes.gov.br/teses/pt/2004_mest_ufrj_aline_montenegro_magalhaes.pdf


http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/8644/000584908.pdf?sequence=1


http://www.webartigos.com/articles/8574/1/Consideracoes-Sobre-A-Protecao-Ao-Patrimonio-Historico-No-Brasil/pagina1.html




http://www.unirio.br/cch/ppg-pmus/dissertacoes/Disserta%C3%A7ao_Julia_Wagner_Pereira.pdf


http://www.direitocooperativo.ufpr.br/arquivos/File/Dissertacao_Andre_Viana.pdf


http://www.usp.br/cpc/v1/php/wf07_revista_interna.php?id_revista=2&id_conteudo=8&tipo=5