CAMINHANDANTE
Autor: Carlos Henrique Rangel
Vou
Caminhandar
Por esse mundo
Sorrindo felicidade
Aos que estão...
No mundo.
Sou caminhandante
Valente
Enfrentando
Sombras
E duendes
E fadas (tímidas)
Sorridentes.
Vou caminhandar
Pelos caminhos
Conhecidos
Mastigando
Poeira
Dos já falecidos...
Tropeçando
Nas pedras
E “costelas”
Caindo em valas...
Abrindo porteiras...
Pisando
Coisas de vacas
E homens...
Sou caminhandante
Antigo
Com sonhos
Quase...
Caminhandando
Sem destino
Ou objetivo
Subjetivamente
Indo
“onde nenhum
Homem jamais
Esteve”.
Vou caminhandar
Pelas coisas
Dos homens...
As felicidades
Dos homens
Suas festas
Suas danças
Suas músicas
Seus lugares
De morar
Namorar
Divertir
Adorar
Passear...
Sou caminhandante
Teimoso
Com sede de sapiência...
De causos
E comidas
E bebidas...
Degustando
Líquidos ardentes
E fêmeas também...
Vou caminhandar
Pelos templos
Dos homens...
Beijar fitas
Senhoras e Senhores
Pombas, velas...
E andores.
Pisar gramas
Sagradas
E provar
Bentas águas.
Sou caminhandante
Perdido
Amante do
Desconhecido
Desbravador
Do já dito
Carregador
De carrapichos
Mofos
E fantasmas...
Minha carga
Admirada
Se espalha
Pelos caminhos
Caminhandados...
Frutificando
Em terras
Férteis
Desertos e matas...
Vou caminhandar
Por esse mundo
Sempre.
Sou caminhandante
Perdido
Teimoso
Valente
E antigo
Que tem
Como sina
Caminhandar.
PROTEUS EDUCAÇÃO PATRIMONIAL 22 ANOS
PROTEUS EDUCAÇÃO PATRIMONIAL 22 ANOS
sábado, 23 de maio de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
DORES DO MUNDO
Autor: Carlos Henrique Rangel
Eu sinto as dores
Do mundo...
Meu coração geme
Pelos dias perdidos...
Pelas noites mal dormidas
Pelas perdas dos refúgios
Da memória...
Sinto as dores dos homens
Que se perdem
No terreiro
Por não reconhecerem
Os canteiros...
Mudados...
Deformados...
Sinto-me desvinculado...
Marcado pelo não ser...
Sinto as dores
Do mundo
Por não me encontrar
No meu mundo...
As coisas que se foram
As pessoas que se foram...
Lugares que se foram....
E eu...
Que me fui sem saber
Quando tudo se foi...
Sinto as dores
Do mundo
E meu coração
Geme pelos dias perdidos
Pelas coisas perdidas
Pela memória
Que não é mais...
Sinto as dores
Dos mundos...
Meu mundo
Que não reconheço mais...
Autor: Carlos Henrique Rangel
Eu sinto as dores
Do mundo...
Meu coração geme
Pelos dias perdidos...
Pelas noites mal dormidas
Pelas perdas dos refúgios
Da memória...
Sinto as dores dos homens
Que se perdem
No terreiro
Por não reconhecerem
Os canteiros...
Mudados...
Deformados...
Sinto-me desvinculado...
Marcado pelo não ser...
Sinto as dores
Do mundo
Por não me encontrar
No meu mundo...
As coisas que se foram
As pessoas que se foram...
Lugares que se foram....
E eu...
Que me fui sem saber
Quando tudo se foi...
Sinto as dores
Do mundo
E meu coração
Geme pelos dias perdidos
Pelas coisas perdidas
Pela memória
Que não é mais...
Sinto as dores
Dos mundos...
Meu mundo
Que não reconheço mais...
Caminhos do Mundo
Autor: Carlos Henrique Rangel
Eu não sei
Dos caminhos
Do mundo.
CAMINHO.
O não saber
Me guia
E me faz sábio
Na descoberta.
Caminho
Vendo
Observando
Reparando
Desfrutando
Aprendendo
Acumulando
Trocando...
Os caminhos
Do mundo
Eu sei
Caminhando.
Sem escolhas
Aceitando
O caminho...
O caminho
Se faz
Caminhando.
São tantos...
Os bons
Os não tão bons.
Os certos
Os não certos.
Os que nos levam.
Os que nos
Deixam levar...
Há caminhos
Que não são
Caminhos...
São becos
São trilhas.
Outros, estradas
Pavimentadas
Saneadas
Limpas.
Eu não sei
Dos caminhos...
Caminho.
Não tenho
Respostas...
Nem perguntas.
Paro nas
Encruzilhadas
E sigo o bom vento.
Não sou guia
Nem guiado.
Sigo trilhas,
Picadas,
Estradas...
Retas
Curvas
Desfiguradas.
Sigo compulsivo
(uma missão?)
O caminho é a minha
Sina
Minha obsessão
Minha maldição.
Carrego o
Meu fardo
Desabotoado
Recebendo
Dádivas.
Eu não sei
Dos caminhos
Do mundo...
Caminho...
Autor: Carlos Henrique Rangel
Eu não sei
Dos caminhos
Do mundo.
CAMINHO.
O não saber
Me guia
E me faz sábio
Na descoberta.
Caminho
Vendo
Observando
Reparando
Desfrutando
Aprendendo
Acumulando
Trocando...
Os caminhos
Do mundo
Eu sei
Caminhando.
Sem escolhas
Aceitando
O caminho...
O caminho
Se faz
Caminhando.
São tantos...
Os bons
Os não tão bons.
Os certos
Os não certos.
Os que nos levam.
Os que nos
Deixam levar...
Há caminhos
Que não são
Caminhos...
São becos
São trilhas.
Outros, estradas
Pavimentadas
Saneadas
Limpas.
Eu não sei
Dos caminhos...
Caminho.
Não tenho
Respostas...
Nem perguntas.
Paro nas
Encruzilhadas
E sigo o bom vento.
Não sou guia
Nem guiado.
Sigo trilhas,
Picadas,
Estradas...
Retas
Curvas
Desfiguradas.
Sigo compulsivo
(uma missão?)
O caminho é a minha
Sina
Minha obsessão
Minha maldição.
Carrego o
Meu fardo
Desabotoado
Recebendo
Dádivas.
Eu não sei
Dos caminhos
Do mundo...
Caminho...
sábado, 16 de maio de 2009
MEMÓRIA E PATRIMÔNIO
Autor: Carlos Henrique Rangel
Memória e patrimônio...
Memoriar é bom...
E os patrimônios são suportes da memória.
Protejo porque o bem cultural me lembra...
Lembra o que foi o meu grupo/comunidade
e o que é...
E fortalece minha autoestima...
Dizendo quem sou e
QUE SOU e o que poderei ser no futuro.
Os patrimônios me identificam e motivam
minha memória que precisa de suportes...
Ao mesmo tempo, minha memória
Qualifica e dá significado às coisas
Transformando-as em “bem”
Bens individuais interessam a mim.
Falam para mim. Valores individuais...
Bens coletivos... Coletivos no sentido
de serem bens culturais
Que significam para a coletividade...
Bens culturais falam para o “eu” e para o “nós”.
E são muletas culturais ...Suportes...
Guardiões...Da memória.
E a memória os qualifica em sua construção
Sempre no presente...
Relembrada, repetida,
Relida reinventada...
Memória e patrimônio...
Um sustenta o outro...
Qualifica e fortalece o outro.
E permite o conhecimento do outro.
A Memória qualifica e dá significado ao patrimônio
E o patrimônio sustenta a memória
E didaticamente, permite a sua continuidade,
Quando este é usado para lembrar e formar as novas gerações.
A Memória protege o patrimônio
E o Patrimônio Cultural protege a Memória.
Protejo porque gosto, porque preciso.
Porque me diz algo e importa.
Porque quero ter mais...
Porque quero lembrar... E me faz lembrar...
Protejo porque me lembra...
E por me lembrar
sempre vou proteger
Memoriar...
Autor: Carlos Henrique Rangel
Memória e patrimônio...
Memoriar é bom...
E os patrimônios são suportes da memória.
Protejo porque o bem cultural me lembra...
Lembra o que foi o meu grupo/comunidade
e o que é...
E fortalece minha autoestima...
Dizendo quem sou e
QUE SOU e o que poderei ser no futuro.
Os patrimônios me identificam e motivam
minha memória que precisa de suportes...
Ao mesmo tempo, minha memória
Qualifica e dá significado às coisas
Transformando-as em “bem”
Bens individuais interessam a mim.
Falam para mim. Valores individuais...
Bens coletivos... Coletivos no sentido
de serem bens culturais
Que significam para a coletividade...
Bens culturais falam para o “eu” e para o “nós”.
E são muletas culturais ...Suportes...
Guardiões...Da memória.
E a memória os qualifica em sua construção
Sempre no presente...
Relembrada, repetida,
Relida reinventada...
Memória e patrimônio...
Um sustenta o outro...
Qualifica e fortalece o outro.
E permite o conhecimento do outro.
A Memória qualifica e dá significado ao patrimônio
E o patrimônio sustenta a memória
E didaticamente, permite a sua continuidade,
Quando este é usado para lembrar e formar as novas gerações.
A Memória protege o patrimônio
E o Patrimônio Cultural protege a Memória.
Protejo porque gosto, porque preciso.
Porque me diz algo e importa.
Porque quero ter mais...
Porque quero lembrar... E me faz lembrar...
Protejo porque me lembra...
E por me lembrar
sempre vou proteger
Memoriar...
quarta-feira, 13 de maio de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
SÁBIO
Autor: Carlos H. Rangel
Eu não sei...
Quem sabe?
Quem sabe do mundo?
Quem passa
O que passou?
Os fios brancos
Contam histórias
E as rugas
Revelam
O que foi
E o que deixou
O que foi....
Sábio o que
Houve a sabedoria
Dos guardiões
E deixa fluir
A tradição.
A continuação
Depende da transmissão...
Existe força
Na voz fraca
Do velho corpo.
Aconchega
Os ouvidos
Na doce canção
E permita
A construção
Do novo
Sobre velhas
Raízes...
Sábio o que houve
A sabedoria
Dos guardiões...
Autor: Carlos H. Rangel
Eu não sei...
Quem sabe?
Quem sabe do mundo?
Quem passa
O que passou?
Os fios brancos
Contam histórias
E as rugas
Revelam
O que foi
E o que deixou
O que foi....
Sábio o que
Houve a sabedoria
Dos guardiões
E deixa fluir
A tradição.
A continuação
Depende da transmissão...
Existe força
Na voz fraca
Do velho corpo.
Aconchega
Os ouvidos
Na doce canção
E permita
A construção
Do novo
Sobre velhas
Raízes...
Sábio o que houve
A sabedoria
Dos guardiões...
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